Meninas bem instruídas têm risco maior de desordem alimentar

Um estudo que acompanhou mais de 13 mil mulheres de alto nível nascidas na Suécia entre 1952 e 1989

Reuters

21 Setembro 2009 | 13h38

Garotas de famílias de alto nível de instrução e que apresentam bom aproveitamento escolar parecem correr risco maior de sofrer desordens alimentares, possivelmente por sofrer mais pressões para ter sucesso na vida, revelaram pesquisadores suecos.

Um estudo que acompanhou mais de 13 mil mulheres nascidas na Suécia entre 1952 e 1989 constatou que, quanto mais alto o nível de instrução de seus pais ou de suas avós, maior o risco das garotas de serem hospitalizadas por anorexia ou outra desordem alimentar.

O risco subia paralelamente às notas das meninas na escola de segundo grau, reportaram pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, no American Journal of Epidemiology.

"É possível que essas meninas sintam mais pressão familiar para terem sucesso --o que, para algumas, pode traduzir-se numa obsessão por controlar sua ingestão de alimentos e seu peso", disseram os pesquisadores em comunicado.

Eles acrescentaram que as meninas com aproveitamento escolar maior também tendem a apresentar determinados traços de personalidade, como o perfeccionismo, que as tornam relativamente mais vulneráveis às desordens alimentares.

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