Meningite C faz mais uma vítima em Salvador

Segundo a Secretaria de Saúde, 41 pessoas morreram e 132 foram diagnosticadas na capital baiana até agora em 2011

Tiago Décimo, SALVADOR

30 de setembro de 2011 | 12h46

Os cerca de 2 mil moradores do Condomínio Arvoredo, no bairro de classe média do Cabula, em Salvador, reivindicam a aplicação de profilaxia contra meningite C por parte do governo do Estado e da prefeitura, depois da morte da estudante de enfermagem Leidiane de Souza de Sá Teles, de 27 anos. 

 

Leidiane, que morava sozinha, foi encontrada sem vida em seu apartamento na última segunda-feira, 26, e exames confirmaram a causa da morte como sendo a doença. "Está todo mundo em pânico", diz a esteticista Joana Clara Passos, de 37 anos, vizinha da estudante. "E se algum dos meus filhos começar a ter dor de cabeça?"

 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), não há motivo para preocupação, nem indicação de aplicação de profilaxia entre os moradores. De acordo com o órgão, foi feita uma investigação preliminar que apontou que não houve, entre os moradores do condomínio, quem tivesse mantido contato suficiente com a vítima para ser infectado.

 

A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab) informou que os dados mais recentes apontam diminuição no número de casos da meningite C em Salvador e na Bahia. Este ano, 41 pessoas morreram por causa da doença na capital baiana, em um total de 132 casos diagnosticados. No ano passado, no mesmo período, foram contabilizadas 46 vítimas, em 180 diagnósticos. 

 

No Estado da Bahia, a meningite C matou, este ano, 71 pessoas - ante 87 no mesmo período do ano passado. Os casos de maior repercussão envolveram funcionários do complexo turístico Costa do Sauípe, no litoral norte. Sete funcionários do resort foram infectados pela doença, no início deste mês. Quatro deles, três homens e uma mulher, morreram. Os outros foram tratados e já receberam alta.

 

Segundo a Sesab, foi realizado um trabalho de profilaxia em todos os 1,8 mil funcionários do complexo - e os empresários da hotelaria iniciaram uma campanha de vacinação dos 8 mil trabalhadores do setor na região. O surto foi considerado controlado pela secretaria na semana passada, depois de 15 dias sem o surgimento de novos casos da doença na área.

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