Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Menino de 10 anos recebe coração artificial no Rio

Patrick Hora Alves sofre com uma doença cardíaca rara e tem prioridade na fila por transplante

Clarissa Thomé,

06 Abril 2011 | 17h38

RIO, 06 - O menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, é a primeira criança a receber um coração artificial no País. Ele foi operado no Hospital Nacional de Laranjeiras, há 15 dias. Patrick está na Unidade de Terapia Intensiva e ficará internado até que receba um transplante de coração.

O menino sofre há dois anos de uma doença cardíaca rara - cardiomiopatia restritiva hipertrófica, que provoca o espessamento e rigidez das paredes do ventrículo, dificultando o bombeamento do sangue. No mês passado, os médicos diagnosticaram dois coágulos no coração. Ao fim da cirurgia para a retirada dos coágulos, o coração não voltou a bombear o sangue. Foi necessário, então, ligá-lo ao equipamento.

O coração artificial fica do lado de fora do corpo da criança. É como uma câmara, com uma membrana dentro, ligada ao coração por duas cânulas - uma conectada à veia aorta, a outra ao ventrículo esquerdo. O dispositivo simula o batimento cardíaco. Quando a membrana se distende, puxa o sangue do coração. Quando se contrai, a membrana empurra o sangue para a aorta.

"Para nós foi muito complicado receber a notícia de que ele precisaria de um coração artificial. Mas era o único jeito de manter nosso filho vivo", diz o funcionário público Luiz Cláudio Alves, de 48 anos, pai de Patrick. Alves faz um apelo para que médicos façam a notificação de pacientes com morte cerebral. "Meu filho me pediu um coração. Eu prometi isso para ele", disse. Há 230 pessoas na fila por transplante cardíaco. Patrick é prioridade.

Mais conteúdo sobre:
transplante

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.