Menos da metade das mães americanas amamenta durante seis meses

Pesquisa do CDC mostra que 22% mantêm aleitamento por 1 ano; Mississippi tem pior índice

Reuters

15 Setembro 2010 | 18h57

WASHINGTON - Menos da metade (43%) das mulheres que amamentam os filhos recém-nascidos nos Estados Unidos cumpre seis meses de recomendação e apenas 22% mantêm o aleitamento durante um ano - período considerado ideal -, revelam pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Embora 75% dos bebês recebam leite materno logo após o nascimento, as mães costumam desistir rapidamente - apesar de orientações para que as crianças mamem pelo menos no primeiro ano de vida.

Bebês que são amamentados têm menos probabilidade de se tornar adolescentes ou adultos obesos e de adquirir outros problemas durante a vida. O combate à obesidade infantil é um dos principais objetivos da administração do presidente Barack Obama.

Quase 90% dos recém-nascidos no Estado de Utah, região das Montanhas Rochosas, são amamentados, contra 52,5% no Mississippi, sudeste americano, segundo o CDC.

"Precisamos direcionar esforços ainda maiores para ter certeza de que as mães tenham o apoio necessário em hospitais, locais de trabalho e comunidades a fim de continuarem a amamentação além dos primeiros dias de vida e cheguem até os seis meses ou um ano", diz em comunicado o Dr. William Dietz, diretor da divisão de Nutrição, Atividade Física e Obesidade do CDC.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que os recém-nascidos não recebem nada além do leite materno durante os seis primeiros meses de vida, e que as mães continuem a amamentação pelo menos até o final do primeiro ano, mesmo após a criança começar a ingerir outros tipos de alimentos.

Nas mulheres, a amamentação reduz o risco de câncer de mama e de ovário. De acordo com estimativas da Academia de Pediatria, se mais mães amamentassem nos Estados Unidos, os custos anuais com saúde no país poderiam ser reduzidos em US$ 3,6 bilhões.

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