Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Menos da metade dos moradores de São Paulo adere ao isolamento social

Ideal seria que 70% dos habitantes do Estado estivessem em quarentena, mas índice é de 47%, segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do governo

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 17h28

Diante do avanço da pandemia do coronavírus, apenas 47% da população do Estado de São Paulo aderiu ao isolamento social na quinta-feira, 9, como forma de evitar a propagação da doença. O ideal seria que o índice fosse de 70%. 

As informações são do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo paulista. A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel de 40 cidades, em parceria com as operadoras Vivo, Claro, Oi e Tim. 

Se a taxa de isolamento continuar baixa, o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não será suficiente para atender a população, afirmou o coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, David Uip.

Na quarta, 8, a taxa de isolamento havia sido de 49%. A diminuição no isolamento da população foi o padrão para todas as capitais brasileiras entre a última semana de março e os primeiros dias de abril. 

O governador João Doria quer que o isolamento atinja 60% da população neste fim de semana, rumo aos 70% até semana que vem. Caso não haja adesão voluntária, ele não descartou tomar medidas mais restritivas, como aplicação de multas e até prisão para quem desrespeitar o distanciamento

Nesta sexta, 10, o País ultrapassou a marca de mil mortes decorrentes do coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, 1.056 pessoas morreram e 19.638 foram diagnosticadas com coronavírus desde a chegada da pandemia ao Brasil, em 26 de fevereiro. 

O Estado de São Paulo é o que mais concentra casos. São 540 mortes e 8.216 casos de infecção. A taxa de letalidade no Sudeste é maior que a média nacional. Enquanto a letalidade no País é de 5,4%, no Sudeste é de 6,1% .

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