Menos mulheres podem precisar de quimioterapia, diz estudo

Trabalho sugere que teste genético pode ajudar a prever quem realmente precisa do tratamento agressivo

Associated Press,

14 de dezembro de 2007 | 09h49

Milhares de pacientes de câncer de mama poderiam não fazer quimioterapia ou receber versões mais suaves do tratamento sem que suas chances de vencer a doença diminuíssem, sugere uma nova pesquisa.   Um estudo descobriu que certas mulheres se saíam melhor - corriam menos risco de recaída - se tomassem uma droga menos violenta que a adriamicina, uma base tradicional do tratamento há décadas.   Outro trabalho determinou que um teste genético pode ajudar a prever se algumas mulheres realmente precisarão da quimioterapia - mesmo entre as que já estão com a doença espalhada pelos nódulos linfáticos, situação que hoje marca o início da quimioterapia completa.   As descobertas certamente acelerarão a tendência de afastar certas pacientes da quimioterapia e destinar esse tratamento às mulheres que realmente precisam dele, disseram médico na quinta-feira, durante o simpósio de Câncer de Mama de San Antonio, onde os estudos foram apresentados.   "Estamos nos afastando da quimioterapia, usando-a de modo mais seletivo", disse o médico Eric Winer, do Instituto de Câncer Dana-Farber, em Boston.   O teste genético, em particular, "começará a mudar a prática médica quase imediatamente", disse Peter Ravdin, do Centro de Câncer M.D. Anderson, da Universidade do Texas.   O teste, Oncotipo DX, mede a atividade EE 21 genes e gera uma nota que prevê o risco de uma mulher voltar a ter a doença. O estudo descrito no simpósio analisou 367 mulheres cujos tumores haviam se espalhado para os nódulos linfáticos, e mediu a eficiência do teste em determinar se elas iriam ou não se beneficiar da quimioterapia.   Dez anos depois do tratamento, descobriu-se que as que haviam tirado nota baixa no exame não haviam se beneficiado; as que tiveram nota alta, no entanto, se recuperaram muito melhor graças à quimioterapia. Como 40% das mulheres tiraram notas baixas, isso indica que quase metade das pacientes poderiam dispensar esse tratamento.   O trabalho que chegou a essa conclusão foi financiado pela empresa que fabrica o teste genético, mas médicos independentes que analisaram o resultados consideraram a pesquisa "valiosa".

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