Mercadante quer regra de reposição de pesquisadores que se aposentam

Inpe estima que metade do seu corpo de pesquisadores esteja aposentada em cinco anos

Agência Brasil

20 de junho de 2011 | 10h46

Brasília - O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, quer que as 18 unidades de pesquisa vinculadas ao ministério possam substituir automaticamente um terço do quadro de pesquisadores que se desligarem da instituição. A regra vale desde o ano passado para os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia vinculados ao Ministério da Educação.

Segundo o Decreto 7.312, de 2010, os institutos federais não dependem de autorização específica para realizar concurso público e prover cargos de professor.

A perspectiva de aposentadoria de muitos pesquisadores é um problema comum a várias unidades de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia. A estimativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por exemplo, é que metade do seu corpo de pesquisadores esteja aposentada em cinco anos.

A falta de quadros e a necessidade de substituição da força de trabalho intelectual foram a tônica dos discursos dos novos diretores empossados por Mercadante na semana passada, em Brasília. O ministro prometeu "lutar" pelas mesmas condições dos institutos federais e para realizar novos concursos públicos.

Segundo o novo diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Bruno Vaz de Castilho Souza, além do concurso, outras possibilidades mais imediatas seriam a contratação temporária de pesquisadores e o reforço do programa de bolsas para ter pesquisadores visitantes por mais tempo.

Castilho tomou posse junto com os novos diretores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Ignácio Hernán Salcedo; do Centro de Tecnologia Renato Archer (CTI), Victor Pellegrini Mammana; e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Maria Margareth Lopes. Na mesma ocasião, foi reconduzido ao cargo o diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Domingos Manfredi Naveiro.

A escolha dos novos diretores seguiu o rito dos comitês de busca que são encarregados oficialmente de receber currículos de candidatos, fazer entrevistas, selecionar e apresentar uma lista de nomes para a escolha do ministro. Mercadante afirmou que escolheu os primeiros colocados indicados e teve como critério a meritocracia. "Aqui não teve esse negócio de QI [quem indica]", garantiu.

A escolha por meio dos comitês de busca foi instituída em 1999. O primeiro gestor escolhido por este sistema foi o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o médico e pesquisador Marcus Barros.

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