Merkel defende gestão da crise da 'E. coli' por autoridades alemãs

Bactéria já infectou 2.800 pessoas e matou 30, sendo 29 delas na Alemanha

Efe

09 Junho 2011 | 17h24

Berlim - A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu nesta quinta-feira a gestão da crise provocada pela bactéria "E. coli", que até agora deixou 29 mortos na Alemanha, e afirmou que a coordenação entre o Governo federal e os estados funcionou corretamente.

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"Houve uma boa coordenação entre as autoridades competentes. O importante agora é lidar com a origem da infecção e isso é muito complexo", afirmou a chefe do Governo ao término de uma reunião com os líderes dos estados.

Merkel respondeu assim as críticas aos supostos erros de coordenação das autoridades do país diante da crise e afirmou não ter a menor dúvida de as medidas adotadas foram as corretas.

O número de mortos na Alemanha por consequência da contaminação aumentou nesta quinta-feira para 29, após serem registradas três mortes nas últimas horas, duas delas na Baixa Saxônia (norte) e outra em Hesse (centro-oeste).

Segundo o Instituto Robert Koch, que centraliza as investigações relacionadas a doenças infecciosas, até agora 2,8 mil pessoas já foram hospitalizadas por causa da doença e 722 desenvolveram a perigosa Síndrome Hemolítico-Urêmica.

A maioria das mortes foi registrada em Hamburgo, o estado alemão onde teve início a contaminação, enquanto na Baixa Saxônia dez pessoas já morreram e em Hesse foi identificado nesta quinta-feira o primeiro caso.

O Instituto Robert Koch tenta identificar a origem do surto da "E. coli" desde maio, quando foi detectado o primeiro caso.

Desde 25 de maio, as autoridades alemãs mantêm a recomendação para que a população não consuma alface, pepinos e tomates crus e, desde a semana passada, estenderam esse alerta para sementes germinadas.

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