Divulgação/Universidade de Durham
Divulgação/Universidade de Durham

'Mesa inteligente' amplia habilidades matemáticas de crianças

Estudo de universidade britânica usou dispositivo como o da série de ficção científica Star Trek e identificou melhora na capacidade de resolver problemas

Reuters

23 Novembro 2012 | 08h58

O uso de superfícies sensíveis a toque e capazes de realizar várias tarefas pode aumentar as habilidades matemáticas de crianças que estão começando a aprender matemática, indica um estudo realizado por uma equipe de pesquisa da Universidade de Durham, do nordeste da Grã-Bretanha.

 

O projeto durou três anos e envolveu 400 crianças com idades entre 8 e 10 anos que usaram essas "mesas inteligentes" - daquelas parecidas com as vistas em Star Trek, série de ficção científica - em várias atividades. Os pesquisadores notaram um aumento substancial nas habilidades matemáticas dos alunos e que os problemas foram resolvidos de forma mais eficiente quando trabalharam em equipe.

 

"Nosso objetivo é encorajar níveis muito mais altos de interação entre os alunos, onde o conhecimento é obtido pelo compartilhamento, pela criação e pela resolução de problemas em vez da exposição oral", disse Liz Burd, que liderou o estudo.

 

A equipe publicou os resultados da pesquisa no Learning and Instruction, jornal científico especializado, e desenvolveu dispositivos que reconhecem vários toques simultâneos em sua superfície. As "telas" são embutidas nas mesas escolares para estimular o trabalho em equipe e são todas interligadas e conectadas a um computador central, comandado pelo professor, que acompanha em tempo real como os exercícios estão sendo resolvidos e pode intervir a qualquer momento.

 

Os pesquisadores descobriram que 45% dos alunos que usaram o dispositivo ampliaram o número de expressões matemáticas criadas, enquanto a proporção entre os estudantes que estudaram com os tradicionais papel e lápis foi de apenas 16%.

 

O uso das mesas inteligentes ajudou as crianças a resolver os problemas em conjunto e com soluções inventivasm de acordo com os pesquisadores. "Nossos aparelhos estularam os alunos a colaborar de forma mais efetiva. Isso não aconteceu quando os exercícios foram feitos no papel", concluiu Liz. 

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