Mesmo ameaçadora e silenciosa, a hipertensão tem tratamento
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Mesmo ameaçadora e silenciosa, a hipertensão tem tratamento

A hipertensão afeta cerca de 30% da população, pode causar de infarto a derrame e ser fatal; médicos recomendam medir a pressão pelo menos uma vez por ano e adotar hábitos saudáveis

Servier Brasil, Estadão Blue Studio
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15 de setembro de 2021 | 08h00

Doença silenciosa que pode comprometer o bom funcionamento de diferentes partes do corpo, a hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população brasileira [1]. No entanto, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, de 2020, apenas 23,8% declararam ter pressão alta [2].

O problema acontece quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias é muito forte e acima dos limites apontados como normais para a idade, como define a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) [3]. Na maioria das vezes a elevação só é percebida quando se mede a pressão. Ou seja, o corpo não dá sinais de que algo vai mal, o que pode aumentar o risco para o paciente. A pressão é considerada elevada quando está acima de 14 por 9. No caso das crianças, as referências são outras e levam em consideração a idade e o peso.

“Quando a pessoa perceber que algo está errado, órgãos importantes podem já estar comprometidos”, explica Eduardo Barbosa, cardiologista. Especialista em hipertensão, o médico cita que, em 2017, dados do Datasus apontavam para 1,3 milhão de mortes no Brasil, sendo que 27% foram atribuídas a doenças cardiovasculares (45% de mortes cardíacas, por hipertensão, e 51% por doença cerebrovascular também causada pela pressão alta).

Segundo Barbosa, “a maioria dos hipertensos morre por lesões de órgão-alvo, como isquemia cerebral ou acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca (o coração aumenta de tamanho) e problemas nos rins que levam a insuficiência renal e a diálise”.

Há uma série de fatores de risco que contribuem para as chances de ter pressão alta, como a obesidade e o sedentarismo. Conforme as pessoas envelhecem, cresce a possibilidade de se tornarem hipertensas porque os vasos sanguíneos se tornam mais rígidos com o passar do tempo. Por causa das alterações hormonais, mulheres na menopausa também são mais propensas.

A incidência de pressão alta no mundo não é diferente do que se vê no Brasil. Segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas) [4], a doença afeta cerca de 30% da população adulta, o equivalente a, aproximadamente, 1 bilhão de pessoas.

Paulo Cesar Silveira Salles, de 48 anos, trabalha na área de compras da Servier, grupo farmacêutico francês especializado em medicamentos para cardiologia, diabetes, oncologia, depressão e angiologia. Em 2019, durante uma campanha interna de saúde, promovida pela empresa, a sua pressão aferida estava em 16 por 10. Foram feitas novas medições no mesmo dia e no dia seguinte, e o número continuava elevado. Uma semana depois Salles estava diante de um cardiologista, que recomendou um exame para monitorar a pressão por 24 horas. O diagnóstico era hipertensão.

“Eu tinha uma vida normal, me exercitava e me alimentava corretamente. Não havia nenhum tipo de desconforto, e eu procurava fazer o acompanhamento médico pelo menos uma vez por ano. Foi uma surpresa”, relata.

Com o diagnóstico em mãos, o cardiologista de Salles recomendou um remédio para controlar a pressão e pediu ao paciente que reduzisse o consumo de sal e de bebidas como café e energéticos. “Hoje o meu cafezinho é só pela manhã, mantenho a prática de pilates duas vezes por semana e vou ao médico a cada seis meses. Sigo uma vida normal”, diz.

A ação na empresa foi fundamental para que Salles começasse a se cuidar. Mas nem sempre o contato com um médico ajuda a identificar problemas de pressão arterial. Para Audes Feitosa, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC, os pacientes deveriam exigir, independentemente da especialidade médica, que seja feita a medição da pressão em todas as consultas. No entanto, esse tipo de cuidado é raro e em boa parte dos casos acaba ficando nas mãos apenas de especialistas em cardiologia e nefrologia.

“É fundamental que todos os médicos, de qualquer especialidade, façam a medida da pressão arterial para que possam rastrear esse diagnóstico, que é tão importante para uma doença tão frequente”, diz.

Feitosa orienta ainda para que o tratamento inicial seja feito pelo médico da família ou pelo clínico geral. “Não temos um número suficiente de cardiologistas para cuidar dessa população de hipertensos, por isso as diretrizes da SBC defendem que o médico da família e o generalista estejam capacitados a tratar dos hipertensos. Os casos mais graves devem sim ser direcionados ao cardiologista”, frisa.

Nos últimos dez anos, o tratamento de pressão alta (hipertensão) passou a contar com uma série de avanços. Entre eles, a inclusão de diferentes classes de medicamentos no mesmo remédio, o que facilita a vida do hipertenso para que ele não tenha de se lembrar de tomar vários comprimidos por dia e, com isso, acabe comprometendo o tratamento, como explica Eduardo Barbosa.

“É o que chamamos de adesão à terapia farmacológica, com medicamentos que trazem formulações com duas a três medicações para tomar em dose única. Isso facilita a vida do paciente”, salienta o cardiologista.

Por causa da dimensão do problema, a hipertensão tem mobilizado cada vez mais atores na tentativa de sensibilizar a população sobre os riscos. Uma das ações de maior proporção é o May Measure Month, o MMM, que tem o apoio da Servier e é uma iniciativa mundial feita pela Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH, na sigla em inglês).

No Brasil, a Servier idealizou a campanha #PorqueSim (porquesimservier.com). O projeto de conscientização tem a parceria da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e do Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da SBC.

O objetivo do #PorqueSim é conscientizar o público geral sobre a hipertensão, com foco no ensino sobre a doença e, principalmente, no estímulo para que a aferição da pressão arterial seja feita com frequência e para que o tratamento estipulado pelo médico seja seguido. Junto ao projeto MMM, o #PorqueSim estimula os médicos a catalogarem as medições de pressão feitas em seus pacientes.

Essas informações, segundo a farmacêutica, servirão de base para estudos que ajudem a compreender melhor o avanço da doença no mundo e para toda a análise dos dados feita pela organização do MMM, sem interferência da indústria.

[1] SBS https://www.portal.cardiol.br/post/sbc-realiza-maratona-para-debater-hipertens%C3%A3o

[2] Pesquisa Nacional de Saúde https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/005355051927a647d3b01a5c8f735494.pdf

[3] SBC https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x44344.pdf

[4] Opas https://www.paho.org/pt/campanhas/dia-mundial-da-hipertensao-2020

 

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