Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Mesmo com fim da exigência, uso de máscaras prossegue em ambientes fechados no Rio

Em alguns comércios, os avisos sobre a obrigatoriedade do uso seguem afixados nas paredes, mas não há nenhum tipo de cobrança

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2022 | 19h29
Atualizado 10 de março de 2022 | 10h24

RIO - Ainda que, desde terça-feira, 8, a cidade do Rio tenha abolido oficialmente a exigência do uso de máscaras para combate à covid-19 na cidade, o uso da proteção segue sendo exigido em boa parte da capital fluminense e se tornou facultativo em outra. Universidades, empresas e condomínios têm orientado pessoas que circulam por suas instalações a manter a proteção. Em alguns comércios, os avisos sobre a obrigatoriedade do uso seguem afixados nas paredes, mas não há nenhum tipo de cobrança.

Em geral, as universidades do Rio estão mantendo a exigência. Ainda na segunda-feira à noite, horas após o prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciar que as máscaras deixariam de ser exigidas na capital a partir do dia seguinte, a UFRJ divulgou nota reiterando a necessidade da proteção para a circulação em ambientes fechados de seus campus. A decisão foi amparada em orientação do Grupo de Trabalho Multidisciplinar de Enfrentamento à Covid-19 da universidade. A Unirio e a PUC-Rio também mantiveram a exigência.

Os colégios, por sua vez, tornaram o uso facultativo. O Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-Rio) e a Secretaria Estadual de Educação informaram que as escolas devem seguir os protocolos sanitários vigentes no município, o que quer dizer que não será cobrada a máscara nas instituições de ensino regular do Rio.

Entre as empresas, o uso também está se tornado facultativo. A Vale, por exemplo, passou a recomendar o uso apenas para imunodeprimidos em sua sede no Rio. “Conforme o decreto do governo municipal do Rio de Janeiro, a Vale informa que o uso de máscara passa a ser opcional no hub de Botafogo, com recomendação de uso apenas para casos especiais, tais como imunodeprimidos.  A empresa reforça que segue atenta ao cenário da covid-19 no município e pode avaliar a retomada do uso obrigatório da máscara caso os níveis de infecção por covid-19 voltem a subir na cidade", disse a empresa, em nota.

Eventos organizados em locais fechados têm variado. A reportagem do Estadão esteve em um na terça-feira em que o uso da máscara não era obrigatório, mas boa parte dos presentes preferiu manter a proteção. Nesta quarta, antes do início de encontro no Museu do Amanhã, os organizadores pediram que os presentes mantivessem suas máscaras.

Nas academias de ginástica, elas se tornaram opcionais. A rede Smart Fit, por exemplo, informou que "confia nas decisões das autoridades sanitárias" e que "o momento atual permite que essa medida (fim da obrigatoriedade) seja tomada". A rede destacou que o fim do uso era um pedido de boa parte dos seus frequentadores, mas acrescentou que "muitos sentem-se mais seguros usando a máscara e continuarão sendo apoiados para usá-las para que essa convivência seja respeitosa e saudável."

A Associação Comercial do Rio (ACRJ) apoiou a decisão da Prefeitura e declarou em nota que "o uso de máscaras deve ser opcional diante da atual situação". A Fecomércio foi na mesma linha. Para a entidade, "o novo passo demonstra que estamos vencendo a luta contra o vírus e retomando, de forma gradual e responsável, as atividades cotidianas que tanta falta fizeram nos últimos dois anos".

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