Gregory Bull/AP
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Mexicanos colocados em quarentena na China voltam para casa

140 pessoas foram isoladas mesmo sem apresentar sintomas de gripe suína, ato criticado pelo governo mexicano

Agências internacionais,

06 Maio 2009 | 09h13

O avião fretado com cerca de 140 mexicanos colocados em quarentena na China voltou nesta quarta-feira, 6, ao país latino-americano. Apesar de nenhum deles ter sintomas da gripe suína que se originou no país, todos haviam sido isolados pelo governo chinês.

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Os passageiros foram recebidos pela primeira-dama Margarita Zavala e oficiais do ministério das Relações Exteriores. O governo mexicano qualificou a quarentena como ilegal e discriminatória. A China alega que pretende isolar seu populoso país da doença, que já contaminou 1.516 pessoas e matou 31 em 22 países.

 

Balanço

 

O último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a gripe A/H1N1, também conhecida como gripe suína, divulgado às 3h (de Brasília) desta quarta-feira, registra 1.516 casos da doença. O número de países afetados pelo vírus subiu para 22, com a inclusão da Guatemala. O México registrou 822 casos confirmados, com 29 mortes. Os EUA registraram 403 casos confirmados, com duas mortes.

 

De acordo com o boletim, os países com casos confirmados, mas sem registro de mortes, são os seguintes: Áustria (1 caso), Canadá (165), China, Hong Kong (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (4), Alemanha (9), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (4), Itália (5), Holanda (1), Nova Zelândia (6), Portugal (1), Coreia do Sul (2), Espanha (57), Suíça (1) e Reino Unido (27).

 

2ª Morte nos EUA

 

Uma mulher que morava no Estado americano do Texas foi a segunda morte registrada nos EUA devido à gripe suína.A paciente vivia na cidade texana de McAllen, perto da fronteira com o México. De acordo com a Associated Press, a mulher padecia de diversos problemas crônicos de saúde e morreu no início desta semana. A nota não especifica a data.

 

Trata-se da segunda morte confirmada por gripe suína nos Estados Unidos. A primeira foi a de um bebê mexicano que havia sido levado pela família ao Texas e morreu em um hospital local.

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