Vincent Yu/AP
Vincent Yu/AP

México soma 152 mortos e OMS eleva alerta da gripe suína

FAO declarou a suas equipes em todo o mundo 'estado de alerta máximo'

Agências internacionais

28 Abril 2009 | 05h32

O ministro mexicano da Saúde, José Angel Córdova, informou que o número de mortos no país pelo gripe suína aumentou para 152. Destas, 20 mortes foram confirmadas pelo contágio do vírus suíno A/H1N1.

 

Veja também:

linkOMS eleva nível de emergência da epidemia de gripe suína

linkCosta Rica tem 5 casos suspeitos de gripe suína

linkInfraero anuncia plano de prevenção da gripe em aeroportos

linkOMS, governos e empresas montam esquema pra conter gripe

linkPeru detecta suspeita de gripe suína em voo vindo do México

linkBrasil não precisa se preocupar com gripe suína, diz Lula

documento Folheto oficial do Ministério da Saúde

linkPaíses recomendam adiemento de viagem a áreas afetadas

linkMéxico suspende aulas em todo o país; mortes são 149

linkGripe suína registrada em cinco Estados dos Estados Unidos

linkEstado de emergência é 'precaução', diz Obama

especialEntenda a doença e saiba como ela é transmitida

especialVeja como é a ação do vírus H1N1

mais imagens Galeria: Gripe Suína

 

Córdova disse na noite da segunda-feira, 27, em declarações à rede Televisa, que somente na segunda-feira se contabilizaram três mortes e que o total de mortes associadas ao surto já é de 152. Declarou ainda que os números podem "variar porque transcorre o processo de confirmação de algumas suspeitas".

 

O ministro lembrou que existem 776 pessoas hospitalizadas no México possivelmente afetadas pelo vírus. A expectativa é que o diagnóstico confirme que se trata da gripe suína. Outras 1.995 pessoas estão sob suspeita de ter o vírus.  As atividades educacionais foram suspensas no país até 6 de maio. Alguns dos mais importantes feriados nacionais do México foram afetados pelo alerta da gripe suína.

 

A OMS decidiu elevar o nível de alerta de 3 a 4 em uma escala de 6, anunciou o número dois da organização, Keiji Fukuda. Isto significa que há um "aumento significativo do risco de pandemia" e o organismo o considera "inevitável".

 

América do Norte
 
 

Depois do México, o mais afetado pela epidemia são os Estados Unidos, que sem registrar mortes nem casos graves, têm 50 contágios confirmados e declarou emergência sanitária nacional. Nesse contexto, os governos mexicano, norte-americano e o canadense (com seis casos certos e uma dezena em observação) buscam uma estratégia comum para conter o vírus.

 

Os Estados Unidos vão distribuir 11 milhões de tratamentos antivirais aos estados afetados e advertiram "sobre os riscos de viajar ao México neste momento".

 

Com quatro novos casos confirmados na Califórnia, as autoridades implementaram um plano de emergência para combater o vírus que soma 11 infectados no Estado. Por outro lado, 28 alunos de uma escola privada de Nova Iorque, a maioria dos quais viajaram ao México, estão infectados.

 

Nos Estados Unidos não foram registradas mortes pela gripe suína. No Canadá, seis casos foram confirmados (dois na província de Columbia Britânica e quatro na Nova Escócia), enquanto que entre 10 e 12 pessoas foram isoladas em hospitais da província de Ontário, informaram autoridades de Saúde Pública.

 

Europa, América Latina e Oriente
 
 

Três pessoas que tiveram os resultados positivos para a gripe suína na Grã Bretanha e Espanha haviam viajado ao México, o que desatou o pânico no Velho Continente.

 

Outros vinte casos suspeitos estão sendo analisados na Espanha e uma quinzena na Grã Bretanha. Mas também há doentes em observação na Irlanda, Itália, Bélgica, Suíça, Dinamarca, Suécia, Coreia do Sul, Israel, Brasil, Chile, Colômbia e Peru. Na Nova Zelândia são 13 casos suspeitos, na França, um, e outro em Israel.

 

Autoridades chilenas investigam oito casos suspeitos no país, cujo diagnóstico será conhecido nesta terça-feira, informou a subsecretária de Saúde, Jeannete Vega.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que o vírus "poderia causar uma nova pandemia", enquanto que a Organização de Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) declarou a suas equipes em todo o mundo "estado de alerta máximo".

 

 

Alerta epidemiológico e importações suspensas
 
 

Vários países decretaram alerta epidemiológico ou situação de desastre - entre eles Colômbia, Chile, República Dominicana, Venezuela e Nicarágua, - dispuseram medidas de vigilância nos aeroportos, recomendaram aos cidadãos evitar viajar aos países em que existam casos confirmados e controlas os que voltaram do México com sintomas de gripe.

 

As importações de porco foram suspensas na China, Rússia, Ucrânia, Tailândia, Indonésia, Honduras e Líbano, em sua maioria vindas do México e Estados Unidos. Enquanto outros países como a Indonésia, baniram todas as importações de porcos.

 

A Alemanha lidera a lista de operadores de turismo que suspenderam as viagens à Cidade do México como precaução. A maior agência de turismo do Japão, JTB Corp., suspendeu as viagens ao México até 30 de junho. Agências de turismo russas disseram que cerca de um terço dos planos de viagem para o México no começo de maio já foram cancelados.

Mais conteúdo sobre:
gripe suínaMéxicoOMSFAO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.