México tem 22 mortos por gripe suína; Calderón pede respeito

Presidente exige que países não discriminem mexicanos; até o momento, são 568 casos confirmados

Efe,

04 Maio 2009 | 02h48

Vinte e duas pessoas morreram com gripe suína no México, onde as análises de laboratório confirmaram também o contágio de 568 pessoas, informou na noite de domingo, 3, o secretário de Saúde, José Ángel Córdova. No mesmo dia, o presidente mexicano, Felipe Calderón, exigiu respeito aos países que tomaram medidas repressivas ou discriminatórias contra os mexicanos por causa do surto da doença e lhes pediu colaboração porque esta luta é em benefício da humanidade.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde 

 

A última morte confirmada aconteceu no dia 29 de abril, disse Córdova, que no pronunciamento anterior tinha informado da confirmação de 19 mortos e 454 contagiados pelo vírus. Córdova explicou em entrevista coletiva que do número de mortos 15 são mulheres e sete são homens. Além disso, informou que 16 pessoas morreram no Distrito Federal, outros quatro no Estado do México, um em Oaxaca e um em Tlaxcala.

 

O funcionário reiterou que não foram registrados mortos nos últimos quatro dias e que o "pico" da taxa de mortalidade foi registrado no dia 24 de abril e a última morte no dia 29, por isso que consideram que há uma tendência para a queda de contágio do vírus.

 

Córdova disse que, felizmente, foi possível confirmar que a taxa de contágio não é tão forte como se pensou no início, nem como foi a gripe espanhola de 1918, na qual frequentemente morriam famílias inteiras uma vez que um dos membros era contagiado.

 

Além disso, o funcionário disse que a decisão de se as atividades em restaurantes e em outros negócios devem ser retomadas, suspensos há dias, precisa de um consenso com todos os setores envolvidos.

 

Medidas de segurança

 

Córdova informou que para evitar uma alta da epidemia se obrigarão a todas as empresas, instituições e famílias a cumprir determinadas normas, entre estas de estabelecer uma distância não menor de dois metros em restaurantes, cinemas, e todo tipo de lugares de aglomeração de pessoas.

 

Além disso, as pessoas deverão cumprir de maneira permanente todas as medidas de prevenção como a lavagem das mãos, o uso de máscaras no transporte coletivo, e a eliminação das gravatas por ser um lugar onde se concentram germes.

 

Para a volta das aulas, o ministro explicou que se deverá realizar uma preparação de professores, famílias e estudantes para um retorno seguro. Córdova assegurou que nos estados onde ficam os principais centros turísticos, como Cancún e Acapulco, foram registrados poucos casos.

 

O funcionário assegurou também que não existiram divergências com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPS) para decretar a emergência epidemiológica e assegurou que se manteve uma estreita comunicação com estes organismos.

 

Também negou que na decisão de decretar o alerta tenham influído fatores políticos como a visita do presidente americano, Barack Obama, e afirmou que se tivessem tido os dados deste surto teriam decretado a emergência nesse momento.

Além disso, destacou a resposta dos cidadãos ao atender as recomendações para conter a propagação da epidemia.

 

 

Pedido do governo

 

O presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu respeito aos países que tomaram medidas repressivas ou discriminatórias contra o México. Além disso, o líder pediu colaboração de todos.

 

"Estamos travando esta batalha pela humanidade inteira e só podemos livrá-la se o mundo nos ajudar, não estamos pedindo caridade nem favores ao mundo, pedimos que não dispensem tratamentos humilhantes nem discriminações", afirmou o presidente mexicano em entrevista divulgada pela televisão.

 

Calderón afirmou que só por "ignorância e desinformação" se podem explicar as medidas tomadas por alguns países de suspender seus voos ao México, de assumir atitudes discriminatórias contra mexicanos ou de restringir as importações.

 

Ele explicou que o vírus da A (H1N1) não pode ser isolado nem contido, "pois já se propagou no mundo todo" e em todo caso todos os países devem aplicar medidas preventivas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como as que o México tomou.

 

"Peço sensatez e objetividade e que não se apeguem a critérios políticos para restringir importações mexicanas", disse Calderón.

 

Calderón informou que nesta segunda-feira decide se reduz as medidas de emergência e como vão ser retomadas paulatinamente algumas atividades no país.

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