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MG registra furto de máscaras e prisão por venda de falso remédio contra o coronavírus

Crimes ocorreram nas cidades de Betim e Ipanema; um homem foi preso

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

24 de março de 2020 | 00h30

BELO HORIZONTE - Um homem de 38 anos foi preso em flagrante nesta segunda-feira, 23, em Ipanema, Região Leste de Minas, suspeito de fabricar e vender um falso remédio contra a covid-19. Em Betim, na Grande Belo Horizonte, foi registrado o furto de mais de cinco mil máscaras cirúrgicas, que estão sendo utilizadas também para tentar evitar contaminação pelo vírus.

A comercialização do falso remédio contra a covid-19 era feita pela internet, conforme informações da Polícia Civil. O produto era vendido em garrafas ao preço de R$ 30. No rótulo, foi impresso o nome "Imunotex Plus" que, ainda segundo o que estava escrito na "identificação" do produto, era indicado também para "pneumonia, HIV, malária e herpes".

A polícia informou que o fabricante, que se identifica no rótulo e coloca um número de telefone celular, realizou cerca de 500 vendas. O homem foi enquadrado por "falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais", que prevê pena de dez a quinze anos de prisão. 

Conforme a Polícia Civil "durante investigação, ficou constatado que o investigado estaria comercializando medicamentos para a cura do novo coronavírus. Em consulta ao perfil do investigado em uma rede social, constatou-se a divulgação dos produtos, além de divulgação do link em que as pessoas poderiam adquirir o medicamento", afirmou o delegado Algredo Serrano dos Reis. Nas buscas, realizadas na casa do suspeito, a partir de mandado judicial, "foi apreendida uma enorme quantidade de produtos embalados para comercialização, garrafas com produtos para serem embalados, embalagens vazias, plantas, rótulos, comprovantes de postagem nos Correios, dinheiro, computador, impressora, dentre outros", disse o delegado.

Furto. Crime relacionado ao covid-19 foi registrado também em Betim, na Grande Belo Horizonte. A prefeitura da cidade informou nesta segunda-feira, 23, que na semana passada mais de cinco mil máscaras cirúrgicas, que estão sendo utilizadas também para tentar evitar contaminação pelo vírus, foram roubadas do hospital regional da cidade, que tem cerca de 400 mil pessoas. Há registro ainda de furtos de álcool em gel e sabão.

A diretoria do hospital afirmou que o crime está sendo investigado pela autoridades. Imagens de uma câmera de segurança foram repassadas à polícia. O comando do hospital disse ainda que "as máscaras e outros equipamentos de proteção individual disponíveis no almoxarifado são suficientes para que os servidores atendam, com segurança, às demandas relativas ao coronavírus que chegarem à unidade".

A unidade hospitalar informou que "o fornecimento de álcool e de sabão está normal, apesar de estar havendo furtos com frequência desses materiais ─ para esse fato estão sendo tomadas as devidas medidas junto aos órgãos de segurança do município".  A prefeitura da cidade, que administra o hospital, pede que todos mantenham "a calma e o bom senso, para que, juntos, possamos continuar somando esforços e sejamos vitoriosos frente a essa pandemia".  

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