DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Minha Casa Minha Vida pode ser usado para quarentena

Ministro o Desenvolvimento Regional anunciou que pacientes da Covid-19 que não ficarem em hospitais serão isolados em imóveis do programa

Idiana Tomazelli, Marlla Sabino, Amanda Pupo e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 17h10

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira (18) que o governo federal oferecerá imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para pôr pacientes da covid-19 em quarentena que não ficarem em hospitais. A medida foi antecipada pelo 'Estado'.

Para combater o avanço da pandemia do novo coronavírus, o governo avalia que a “melhor solução” hoje é utilizar navios para isolar e tratar pessoas de baixa renda infectadas pela doença. A ideia das autoridades brasileiras é atender nas embarcações casos leves, que não exigem leitos de UTI, de pessoas que moram em regiões litorâneas. Em outros locais, afastados do mar, está sendo estudado desde o uso de quarto de hotéis, até unidades habitacionais ainda não entregues para socorrer a população.

“Vamos colocar à disposição unidades do Minha Casa Minha Vida. Casas podem servir, caso haja necessidade de deixar pessoas em quarentena. Diversas unidades estão prontas ou quase prontas”, disse Marinho, ao falar com jornalistas no Palácio do Planalto.

Ele pontuou que as unidades serão disponibilizados ao Ministério da Saúde se houver necessidade. Marinho também afirmou que o Poder Executivo aguarda entre esta quarta-feira (18) e esta quinta-feira (19) a aprovação do decreto de calamidade pública, pedido ao Congresso. A ideia é trabalhar com a disponibilização de recursos para Norte e Nordeste por meio dos fundos constitucionais.

Além disso, o ministro do Desenvolvimento Regional afirmou que a estrutura da Defesa Civil estará a serviço de informar a população sobre cuidados, postos de atendimento e eventuais emergências.

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