Ministério da Defesa propõe fornecer remédios ao Incor-DF

Numa tentativa de evitar que a administração do Instituto do Coração do Distrito Federal (Incor-DF) saia da Fundação Zerbini e passe para o Ministério da Saúde, o Ministério da Defesa se propôs a ser o fornecedor dos remédios e dos materiais hospitalares do Incor-DF, a um custo de R$ 5 milhões por mês. Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que estudava a federalização da administração do Incor-DF, para evitar o fechamento. A crise tem origem nas dificuldades da Fundação Zerbini, que apóia financeiramente o Incor-SP e o Incor-DF e estava mergulhada numa dívida de R$ 245 milhões. Para evitar a suspensão dos atendimentos, o governo de São Paulo aceitou assumir parte dos débitos, mas impôs que a Zerbini se desfizesse do Incor-DF. A Zerbini está empenhada nisso, mas enfrenta a resistência da Defesa. O ministério é contra mudanças porque o Incor-DF funciona dentro de seu hospital em Brasília, o Hospital das Forças Armadas (HFA) - a Defesa assinou um convênio pelo qual cedeu três andares e um prédio anexo à Zerbini por 30 anos. O Ministério da Defesa não aceita que o Incor-DF passe para o Ministério da Saúde por acreditar que se tornará mais um hospital público, com todas as dificuldades decorrentes dessa situação. Os militares hoje ganham atendimento preferencial no Incor-DF, que tem instalações novas, equipamentos de última geração e já se tornou referência nacional no tratamento de doenças do coração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agencia Estado,

12 de abril de 2007 | 10h43

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