Ministério da Saúde afirma que reforçou ações da Rede Cegonha

Para reduzir a mortalidade neonatal, pasta afirma que estimulou a amamentação e criou uma campanha para doação de leite

Lígia Formenti, ENVIADA ESPECIAL

30 Junho 2014 | 06h00

JOHANNESBURGO (ÁFRICA DO SUL) - Em nota, o Ministério da Saúde informou que reforçou as ações da Rede Cegonha para acelerar a queda nos índices de mortalidade materna, infantil neonatal. O sistema prevê assistência para mãe e criança até 2 anos de vida e planejamento familiar. 

Entre as estratégias para reduzir a mortalidade neonatal, afirma a pasta, está a estimulação da amamentação. O ministério citou como exemplo de incentivo a publicação de uma portaria sobre o assunto.

Outro ponto destacado foi a criação de uma campanha para doação de leite. Em 2013, 177 mil crianças foram atendidas pelo programa. Dados reunidos pelo relatório mostram que, em 2008, 41% das crianças eram alimentadas até os seis meses exclusivamente pelo leite materno. O ministério afirmou que o número de leitos neonatais passou de 825 para 4.011 desde 2011, quando o Rede Cegonha foi criado.

Equidade. Além de reforçar a necessidade de se manter o esforço para o alcance das metas do Objetivo do Milênio, mesmo que superado o prazo final de 2015, o relatório lançado hoje pela Parceria para a Saúde Materna, de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH) considera indispensável buscar a equidade no acesso. No trabalho, foi analisada oferta de atividades consideradas essenciais à saúde.

"Em praticamente todos os dados de cobertura entre população mais rica foi superior à cobertura entre os mais pobres", informa. Autores do trabalho garantem que tal fenômeno pode ser mudado. Se há capacidade para se atingir mais ricos, é possível também atingir outra parte da população. E citam exemplos da Bolívia e Camboja, onde coberturas na área de saúde crescem mais entre populações carentes do que entre os mais ricos.

Metas. Os Objetivos do Milênio são metas estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiadas por 192 países para serem alcançadas até 2015. Ao todo, são oito pontos: acabar com a fome e a miséria; universalização da educação primária; promoção da igualdade de gênero e autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade na infância; reduzir a mortalidade materna; interromper a propagação e diminuir a incidência de HIV/aids, universalizar o tratamento da doença e reduzir a incidência de malária, tuberculose e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, incluindo reduzir pela metade a proporção da população sem acesso permanente e sustentável à água potável; e uma parceria mundial para o desenvolvimento.

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