Wilton Junior/Estadão
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Ministério da Saúde anuncia que vai dobrar número de leitos para novo coronavírus

De acordo com o governo, o número será de 2 mil leitos que pode ser montados nos Estados, mas reforço ainda não foi requisitado, segundo o ministério

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 13h55

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 12, que dobrará para 2 mil o número de leitos que podem ser montados nos Estados para receber pacientes com o novo coronavírus

Segundo a pasta, ainda não foram feitos pedidos de reforço de leitos dos Estados. Se houver, o ministério diz que em uma semana consegue entregar o kit de equipamentos, com insumos e respiradores, para que o espaço seja montado em espaço apontado nos planos de contingência estaduais.  Há estados que avaliam montar os leitos em pequenas enfermarias, por exemplo.

"Nenhum hospital pediu reforço de leito. Não teria justificativa (agora). Serão alocados nas cidades, hospitais, onde a demanda estiver ultrapassando a capacidade instalada", disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. 

O ministério informou que há 28 mil leitos habilitados pelo governo federal no SUS. Trata-se de estruturas custeadas pela União, a pedido dos governos estaduais. Segundo Gabbardo, há 130 espaços prontos para serem habilitados, o que deve ocorrer nos próximos dias. Estas estruturas podem ou não serem usadas para o novo coronavírus.

Já os 2 mil leitos anunciados nesta quinta-feira, 12, são estruturas complementares, que servirão apenas para o novo coronavírus.

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O Ministério da Saúde estuda envio de verba aos Estados. Apesar de a União ter se comprometido a custear as internações no SUS pela nova doença, o governo federal reconhece que Estados terão gastos adicionais, como para triagem da doença. 

Uma das ideias em estudo é antecipar a parcela de dezembro de repasses regularmente enviados para bancar procedimentos de média e alta complexidade nos Estados. Gabbardo disse que o valor seria de cerca de R$ 6 bilhões. 

Essa opção será escolhida caso a pasta tenha dificuldade para articular com o Congresso e com o governo a liberação de R$ 5 bilhões já pedidos pelo ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM). 

O ministério terá reunião na sexta-feira, 13, com secretários estaduais para discutir o repasse. Gabbardo disse que o valor pode ser dividido per capita, independente de o Estado ter decretado situação local de emergência.

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