Ministério anuncia repasse de R$ 6 mi ao Hospital São Paulo

Verba será destinada à compra de medicamentos e insumos; instituição, ligada à Unifesp, enfrenta grave crise financeira

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2015 | 22h31

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 2, o repasse de quase R$ 6 milhões que estavam previstos para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A verba, oferecida em parceria com o Ministério da Educação (MEC), faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) e será destinada à compra de medicamentos e insumos.

O hospital enfrenta grave crise financeira e, no dia 18 do mês passado, suspendeu cirurgias e internações eletivas - aquelas que não são de emergência. No mesmo dia, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou o repasse emergencial de R$ 3 milhões e o MEC informou que haveria o repasse do Rehuf para a unidade.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a verba foi calculada de acordo com metas e indicadores de desempenho. A unidade vai receber R$ 5.995.775,69.

"Esse montante, pago em parcela única, vai reforçar o orçamento das instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) local."

Por meio da assessoria da Unifesp, o Hospital São Paulo informou que a verba será usada para a "aquisição de medicamentos e insumos".

O Hospital Estadual de São Carlos, administrado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), também foi beneficiado e vai receber R$ 813.165,98.

Greve. Desde 22 de junho, cerca de 1.100 médicos residentes do Hospital São Paulo estão em greve por melhores condições de trabalho e a categoria ainda negocia o retorno às atividades.

Mesmo com o repasse do Rehuf, não há sinalização para o fim da greve. "Esse recurso serve para a manutenção do hospital, mas não dá conta das reivindicações. Os residentes estão pedindo que não faltem insumos e medicamentos. Não é uma pauta corporativista", diz Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). 

Sobre a paralisação, o Hospital São Paulo disse que tem realizado reuniões com os grevistas e que está respondendo as documentações das assembleias. 

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