Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Ministério da Saúde aponta que oito Estados e DF têm aumento de mortes confirmadas pela covid-19

A Saúde apontou estabilização de casos e queda de 2% nas mortes na semana que se encerrou no último sábado, 15

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 17h44

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 19, que 8 Estados e o Distrito Federal registraram mais mortes mortes pela covid-19 na semana que se encerrou em 15 de agosto sobre a anterior.

O maior aumento percentual foi no Paraná (34%), seguido de Santa Catarina (34%), Mato Grosso (22%), Rondônia (22%), Amazonas (15%), Tocantins (15%), Bahia (15%), Distrito Federal (11%) e Piauí (9%).

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, afirmou que muitas das mortes registradas na última semana não são novas, mas estavam ainda sob investigação.

A Saúde apontou estabilização de casos e queda de 2% nas mortes na semana que se encerrou no último sábado, 15.

“Este número, embora extremamente alto, vem se mantendo nesta faixa, mostrando tendência de queda no país como um todo desde a 29ª semana epidemiológica”, disse Medeiros sobre a soma de vítimas da doença.

Outros 13 Estados tiveram redução de óbitos confirmados e 9 ficaram com números estáveis. A maior queda de mortes na semana ocorreu no Pará. O quadro de óbitos em São Paulo foi apontado como estável, com -1% de vítimas no período.

Na semana passada, houve redução de casos pela covid-19 em 13 Estados, aumento em 6 e estabilização em 8.

Segundo o ministério, a covid-19 chegou a 5.508 municípios, 98,9% do total. Há vítimas da doença em 3.917 municípios (70,3% do total).

Testes

O ministério informou que distribuiu 5,72 milhões de exames RT-PCR na pandemia. O número equivale a 23,63% dos 24,2 milhões de testes prometidos. Este exame detecta a presença do vírus e é tido como “padrão-ouro” para o diagnóstico.

O SUS realizou 2,14 milhões de exames RT-PCR. A rede particular, outros 2,01 milhões. 

Estados e municípios apontam que não conseguem usar todos os reagentes enviados pelo ministério, pois faltam equipamentos e substâncias necessárias no "kit" do teste RT-PCR, como cotonetes e tubos coletores. O ministério afirma que tem regularizado as entregas dos insumos e que está distribuindo máquinas para automatizar parte da preparação das amostras para realizar o teste.

O SUS também realizou 6,1 milhões de exames sorológicos, como os testes rápidos, que encontram anticorpos do vírus, mas são indicados apenas para uso após o oitavo dia de sintomas.

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