Reprodução
Reprodução

Ministério da Saúde confirma 1º caso de Febre do Nilo no Brasil

Caso da doença foi detectado em um trabalhador rural no Piauí; o governo investiga a forma de transmissão do vírus

O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2014 | 17h53

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde confirmou, nesta terça-feira, 9, o primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental (FNO) em um trabalhador rural do Piauí. A febre é uma infecção causada por um vírus e transmitida por meio da picada de mosquitos comuns. Originária do Egito, no norte da África, a doença não provoca sintomas em cerca de 80% dos casos em humanos.

O caso detectado no Piauí estava em investigação desde agosto, quando o paciente apresentou encefalite e foi notificado como suspeito. A doença foi confirmada em 28 de novembro, após a realização de dois exames sorológicos.

De acordo com o governo, o caso é um evento isolado e não foi identificada uma cadeia de transmissão. O governo informa que o caso passa por investigação detalhada "para que se busque esclarecer a maneira de transmissão". Ainda de acordo com o Ministério, a doença não representa risco para saúde pública do Piauí e do Brasil.

O paciente, internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina (PI), já teve alta e vai passar por reabilitação e fisioterapia.

Segundo o Ministério da Saúde, outras quatro pessoas apresentaram sintomas neurológicos suspeitos, mas exames laboratoriais descartaram a doença. 

A doença. A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus e transmitida pela picada de mosquitos comuns. Apenas 20% dos casos da doença apresentam sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, dores de cabeça e dores musculares, e menos de 1% dos humanos infectados ficam gravemente doentes. A maioria dos casos graves acomete idosos.

Os sintomas graves incluem febre alta, rigidez na nuca, desorientação, tremores, fraqueza muscular e paralisia. As pessoas gravemente afetadas podem desenvolver encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite (inflamação das membranas do cérebro ou da espinal medula).

Mais conteúdo sobre:
Febre do Nilo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.