Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Ministério da Saúde espera chegada da Coronavac na próxima semana para regularizar 2ª dose

Pasta anunciou ainda a antecipação para maio da chegada de 2 milhões de doses acertadas com o consórcio Covax Facility e 1 milhão de doses da Pfizer nesta quinta-feira, 29

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2021 | 12h17

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira, 28, que na semana que vem deve haver nova distribuição da Coronavac para regularizar a segunda dose da vacina, em falta em diversas cidades do País devido ao atraso na entrega do imunizante. Queiroga também informou que houve alívio nos leitos de UTI e que o ministério vai aprovar um protocolo clínico para o tratamento da covid-19.

“Esperamos que semana que vem sejam distribuídas doses de Coronavac suficientes para que haja uma regularização nacional desta segunda dose”, afirmou em pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto após a 3ª Reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da covid-19. 

De acordo com o ministro, a recente queda dos números diários da pandemia não significa que a população deve baixar a guarda. “Assistimos a quedas de casos e dos óbitos, mas ainda estamos em momento de seriedade e temos um número de óbitos muito elevado”, disse. O País já acumula mais de 395 mil mortes pelo vírus.

Para o ministro, o principal reflexo desse cenário é a diminuição da pressão sobre insumos estratégicos, como oxigênio e sedativos que fazem parte do chamado “kit intubação”. “Diversos Estados já têm situação mais confortável de disponibilidade de leitos de terapia intensiva”, disse, reiterando que o ministério recomenda o uso de máscaras e de distanciamento social.

Também foi discutida na reunião a aprovação, nessa terça-feira, 27, pelo Senado, do Projeto de Lei 415/2015 que prevê o aprimoramento das avaliações econômicas de incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). O PL aprovado viabiliza o desenvolvimento de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, que devem dar espaço para um voltado ao tratamento da covid-19.

“O Ministério da Saúde vai aprovar um protocolo clínico para o tratamento da covid-19", disse. "Esse PL será importante para que possamos fazer protocolos que sejam úteis na prática”, acrescentou. Enquanto as diretrizes não são aprovadas, o Ministério da Saúde vai editar notas técnicas.

O ministro também informou que o governo dará continuidade à divulgação do cronograma de vacinação do País. “O Ministério da Saúde, como já informei previamente, atualizará esse cronograma semanalmente na terça-feira com as doses confirmadas e as doses que tenhamos confirmação no decorrer do ano”. O objetivo, segundo o ministro, é vacinar os brasileiros com a maior celeridade possível, mas o ritmo da vacinação depende da chegada do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), vindos principalmente da China.

 

Novas doses da Covax e Pfizer

O Ministério da Saúde anunciou ainda a antecipação para maio da chegada de 2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 acertadas com o mecanismo Covax Facility, liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em pronunciamento após reunião do comitê de combate à pandemia em Brasília, o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse que, na quinta-feira, 1 milhão de doses de vacinas contra covid-19 da Pfizer chegarão ao País, também uma antecipação do contrato firmado com a farmacêutica. 

 

Coronavac atrasada

O atraso na chegada do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir a Coronavac impactou o repasse de cerca de 4 milhões de doses a estados e municípios. Com isso, as vacinas que deveriam ser entregues pelo Instituto Butantan ao governo federal até o fim de abril ficaram para a primeira semana de maio.

Na prática, isso significa que cidades em diferentes Estados do País tiveram de suspender a aplicação da segunda dose da Coronavac. Diante do atraso, centenas de milhares de pessoas ficaram com a imunização incompleta, já que a vacina do Butantan e da chinesa Sinovac deve ser administrada com o intervalo de até 28 dias entre cada aplicação. 

O Ministério da Saúde não informou o total de brasileiros com doses incompletas, mas emitiu uma nota na terça-feira, 27, orientando quem não recebeu a segunda dose dentro do prazo a tomá-la mesmo fora do intervalo, assim que o imunizante estiver disponível.

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