Ministério da Saúde monitora infecção bacteriana no DF

Criança de 10 anos morreu na terça-feira, 4; médico afirma que não há motivo para pânico

Agência Brasil e Efe

07 de outubro de 2011 | 12h34

 BRASÍLIA - O Ministério da Saúde está monitorando um caso de infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes registrado no Distrito Federal. A criança, de 10 anos, morreu na última terça-feira, 4. Segundo a pasta, trata-se de um problema local, investigado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

 

Em comunicado aos pais, o Colégio Marista de Brasília, onde a menina cursava o 5º ano, pediu que os responsáveis fiquem atentos para qualquer caso suspeito. A orientação é que alunos que apresentem sintomas como febre, mialgia e dispneia, acompanhados de artrite, cefaleia, faringite, lesões na pele, diarreia e vômito sejam levados ao médico preventivamente.

 

Na quarta-feira, 5, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não há necessidade de a população aplicar medidas de prevenção e de controle no convívio familiar e no convívio direto. 

 

O infectologista Julival Ribeiro explicou que a bactéria Streptococcus pyogenes é responsável por infecções leves que provocam, por exemplo, amidalite e faringite. O problema, geralmente, é combatido por meio de antibióticos.

 

“Em um número muito menor de casos, essa bactéria pode provocar infecções invasivas, mais graves”, disse. Para o médico, entretanto, não há razão para que a população entre em pânico. É preciso atenção especial para casos diagnosticados em pessoas imunosuprimidas, em diabéticos e em crianças.

 

“A coisa mais importante para evitar uma infecção é a higienização das mãos - antes de se alimentar, após tossir ou espirrar. A maneira mais frequente dessa bactéria ser transmitida é por meio de secreções respiratórias”, afirmou.

Outros casos no Estado

Em agosto, já tinham sido registradas a morte de uma menina de 11 anos e a de uma mulher de 38, ambas vitimas da bactéria. 

 

No ano passado, o Distrito Federal também esteve em alerta sanitário devido ao surto da bactéria Klebisiella pneumoniae carbapenemase (KPC), que causou 22 mortes em apenas dez meses.

 

Embora ainda não haja uma definição concreta, as autoridades sempre suspeitaram que essa bactéria pode se desenvolver em hospitais públicos. O motivo é a falta de higiene e outros fatores associados à má qualidade do serviço. 

 

* Texto atualizado às 18h40

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