WERTHER SANTANA/ ESTADÃO
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Ministério pede reforço de cuidados em portos e aeroportos por vírus descoberto na China

Japão e Tailândia também tiveram casos da doença desconhecida; documento reafirma recomendações básicas, como lavar as mãos

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 09h00

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde publicou um comunicado este mês às vigilâncias sanitárias de portos e aeroportos brasileiros para que reforcem os cuidados e orientações aos viajantes por causa de um vírus desconhecido que tem causado pneumonia em moradores de uma cidade da China. Até agora, ao menos 41 pessoas já foram infectadas e duas morreram. Cinco estão hospitalizadas em estado grave.

Nos últimos dias, Tailândia e Japão notificaram dois casos da doença, ambos de pessoas que estiveram na cidade chinesa de Wuhan, onde o vírus foi notificado pela primeira vez. A situação já é alvo de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que ainda não tem dados definitivos sobre a origem do vírus nem sobre formas de transmissão.

Mesmo com poucas informações, o Ministério da Saúde enviou na semana passada comunicado às representações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em portos e aeroportos para que os viajantes sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior, especialmente às regiões com casos confirmados.

Entre as medidas, estão ações básicas como lavar sempre as mãos, evitar locais com grandes aglomerações e sempre ficar atento a sintomas como febre, dores no corpo e problemas respiratórios.

Ao Estado, o coordenador-geral de emergências em saúde pública do ministério, Rodrigo Lins Frutuoso, afirmou que, embora já tenham sido notificados dois casos fora da China, a ocorrência do vírus ainda está muito concentrada e não é possível saber, no momento, se ele tem risco de rápida disseminação. Por isso, a principal ação deve ser de monitoramento e orientação.

"A OMS ainda não recomendou nenhuma restrição de viagens nem de comércio. Estamos monitorando cada fato novo, mas ainda não temos muitas informações", disse Frutuoso. "O cenário de avaliação de risco é bastante dinâmico e as medidas não podem ser desproporcionais. Nem sequer sabemos se a transmissão ocorre entre humanos", destacou.

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