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Ministério da Saúde recomenda que mulheres adiem gravidez durante pico da pandemia

Secretário de Atenção Primária à Saúde compara momento ao surto de zika vírus em 2016

Pedro Caramuru, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2021 | 13h06

SÃO PAULO — O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara Medeiros, afirmou nesta sexta-feira, 16, que a pasta recomenda às mulheres que, se possível, adiem a gravidez enquanto durar pico da pandemia da covid-19.

Mais cedo o secretário havia afirmado que há uma pressão dos médicos ginecologistas obstetras para que todas as grávidas sejam incluídas no plano de vacinação contra a covid-19 e não apenas as que apresentam comorbidades. Segundo o secretário, apesar da falta de estudos, "a visão clínica de especialistas mostra que a variante nova tem ação mais agressiva nas grávidas".

"Neste momento do pico epidêmico, pela situação que está acontecendo em alguns locais, deve ser avaliado - como aconteceu com o zika vírus em 2016 -, caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento com uma gravidez mais tranquila", disse Medeiros. 

"É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42 ou 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher o seu momento de engravidar, o mais indicado agora é esperar um pouquinho até a situação ficar um pouco mais calma", completou.

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