Ministério da Saúde vai adotar plano especial para combate à dengue

Fumacê nas cidades de Boa Vista e Cantá (RR) é emergencial para conter a proliferação do vírus tipo 4

Agência Brasil

23 de agosto de 2010 | 19h56

RIO DE JANEIRO - O Ministério da Saúde está discutindo um plano de ação extrema para a prevenção no combate à dengue em municípios onde a doença pode causar maiores danos.  

 

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Segundo a assessoria do ministério, a atuação de fumacê nos municípios de Boa Vista e Cantá, em Roraima, é emergencial para conter a proliferação da dengue tipo 4, mas esse não é o mesmo critério técnico previsto para municípios de outros Estados.

A partir de uma reunião com os prefeitos até o início de setembro, poderá ser concluída a análise técnica e, então, será elaborada uma nota contendo a estratégia de prevenção, a necessidade, as localidades e a forma como o fumacê será utilizado para prevenção, além dos casos de surto.

Na avaliação do ministério, “apesar de serem seguros e seguirem os padrões estipulados pela OMS [Organização Mundial da Saúde], os inseticidas sempre causam algum dano. Portanto, o ideal é a prevenção por meio de ações mecânicas contra a formação de criadouros do mosquito”.

O ministério esclareceu que o fumacê não é a melhor medida a ser implantada para a prevenção da dengue, já que a aspersão do veneno é nociva à natureza e ataca apenas os mosquitos adultos, sem combater ovos e larvas.

O borrifo do veneno só é aconselhado em casos emergenciais de surto e epidemia. Além disso, o inseticida pode atuar como um fator de seleção natural e colaborar indevidamente com o mosquito, criando uma resistência na espécie.

De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, a identificação e eliminação de criadouros domiciliares continuam prioritárias no combate à dengue. O documento foi elaborado pelo governo federal em 2009.

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