Ministério deve anunciar confirmação de 7 mortes por febre amarela em MG

Número referente às primeiras semanas de janeiro já supera óbitos registrados durante todo o ano de 2016

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2017 | 21h37

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde anuncia oficialmente nesta quarta-feira, 18, a confirmação de 7 mortes provocadas por febre amarela em Minas Gerais. A divulgação deve ser feita com base nos exames realizados em vísceras de pacientes que faleceram com sintoma da doença neste ano, residentes no Estado.

A análise para confirmação do material foi realizada no Instituto Evandro Chagas, do Pará. Testes preliminares já haviam indicado a presença do vírus no material coletado e encaminhado para o instituto para uma segunda análise. As confirmações de óbitos, referentes às primeiras semanas de janeiro, já superam a marca registrada durante todo o ano de 2016, quando 5 casos foram comprovadamente provados pela febre amarela.

Em 2009, ano em que foi identificado um surto da doença em vários Estados do País, 17 pacientes tiveram a morte confirmada pela doença. O diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos, afirmou que ao longo da semana outros resultados deverão ser divulgados.

 

 

Até o momento, a Secretaria de Saúde de Minas informou haver 184 casos suspeitos de febre amarela no Estado, com 53 óbitos. Desse total, 37 pacientes são considerados como portadores prováveis da infecção. Outros 15 casos (além dos 7 que nesta quarta serão anunciados como confirmados) são considerados como prováveis. Recebem essa classificação os casos em que um exame preliminar já indicou a presença do vírus.

Para Vasconcelos, o número de óbitos considerados prováveis pela febre amarela é considerado expressivo. Questionado se a situação é preocupante, o diretor mostrou cautela. "Preocupante é. Mas vamos primeiro confirmar a causa das mortes consideradas prováveis. É prematuro fazer um julgamento antes de ter o resultado dos demais exames", completou.

Vasconcelos afirmou que as primeiras amostras começaram a ser recebidas sexta-feira. "Fizemos uma força-tarefa para analisar os casos." O esforço concentrado, afirmou, precisa ser acompanhado de todo cuidado. "Há sempre um risco de contaminação. Por isso todos os testes são checados, duas, três vezes", completou. Ele estima que nos próximos dias novos resultados sejam divulgados.

Além da circulação da febre amarela em Minas, há suspeita de que o vírus esteja presente no Espírito Santo, Estado que registrou nos últimos meses um aumento acentuado do número de mortes entre macacos. Esse tipo de evento é considerado por infectologistas como um sinal de recrudescimento da circulação da febre amarela. Assim como humanos, macacos podem se infectar e morrer em virtude da doença. Por precaução, uma vacinação de bloqueio deverá ser feita em 26 municípios capixabas, próximos da fronteira mineira. 

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