Ministério lança livro e CD para padronizar tratamento de 33 doenças

Objetivo é atender 6 milhões com problemas como endometriose, Parkison e anemia falciforme

Agência Brasil

06 Outubro 2010 | 19h09

BRASÍLIA - As formas de diagnóstico, tratamento, medicação e acompanhamento de pacientes com 33 doenças de alta prevalência no Brasil poderão ser consultadas na publicação "Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas", lançada nesta quarta-feira, 6, pelo Ministério da Saúde, em CD e livro de 600 páginas.

O objetivo é padronizar o atendimento a cerca de 6 milhões de pacientes com doenças como insuficiência renal crônica, endometriose, mal de Parkison e anemia falciforme.

Até o final de 2010, outra publicação será concluída com os protocolos de mais 30 doenças. O trabalho é realizado pelo ministério em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

“A publicação é de extrema importância para o cotidiano do trabalho profissional, na medida em que amplia o acesso a informações clínicas e terapêuticas. O documento não se baseia apenas em evidências científicas, mas em narrativas dos pacientes”, explica o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame, que ressalta a importância da humanização da saúde pública no País.

O material aborda desde a caracterização das doenças, o tratamento indicado, os medicamentos a serem prescritos, a forma de administração, o tempo de uso, os benefícios esperados e o acompanhamento necessário.

Para Beltrame, esse é um passo importante para a assistência médica prestada pelo SUS. “Estamos parametrizando o atendimento, para evitar a grande variabilidade clínica existente. O protocolo é melhor que a bula, pois não tem o viés da indústria farmacêutica”, afirma.

O secretário destaca também que o protocolo poderá instrumentalizar a Justiça em decisões que envolvam o tratamento de determinadas doenças e ajudar gestores públicos na previsão de compras e redução de custos com medicamentos.

Dez mil livros e dez mil CDs serão distribuídos às secretarias municipais e estaduais da Saúde, aos postos e a entidades médicas. O documento também estará disponível no site do Ministério da Saúde para consulta pública.

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