Andreas Gebert/Reuters
Andreas Gebert/Reuters

Ministério prevê controlar quem já tomou vacina da covid por app e carteira digital

Cada dose aplicada será registrada nessa carteira, cuja identificação é ligada ao CPF, informou a pasta da Saúde. Sistema auxiliará na aplicação correta da segunda dose do imunizante

Luiz Carlos Pavão, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2020 | 09h00

Com a aproximação da vacinação contra covid-19 no Brasil - ainda que a nível nacional não haja uma data definida no primeiro semestre do ano que vem - cresce a importância no controle de quem já foi imunizado em um cenário de doses ainda escassas. Para isso, o Ministério da Saúde pretende realizar esse acompanhamento por meio de um aplicativo e de uma carteira digital de vacinação.

Ao Estadão, o ministério lembrou nesta semana que cada dose aplicada será registrada nessa carteira, cuja identificação é ligada ao CPF do cidadão ou ao Cartão Nacional de Saúde (CNS). A pasta diz que serão registrados o tipo de vacina, o lote de fabricação e a data em que a dose foi aplicada. Os dados poderão ser acessados por meio do aplicativo Conecte SUS. 

“Com esta ferramenta, imprescindível na vacinação contra a covid-19, em virtude da possibilidade de uso de mais de uma vacina na imunização da população brasileira, será possível que o agente de saúde aplique a segunda dose da vacina correta na data prevista, assim como que evite que uma pessoa tome doses de vacinas de laboratórios diferentes, o que poderia acarretar eventos adversos desconhecidos e indesejáveis”, detalhou o ministério.

Caso o paciente ainda não esteja cadastrado nas bases de dados do governo federal, lembrou a pasta, o profissional poderá registrá-lo no momento do atendimento. A Secretaria da Saúde de São Paulo, Estado que prevê iniciar a vacinação contra a covid-19 no dia 25 de janeiro, reforçou que haverá um controle em sistema para checagem das doses e verificação de acesso a outras vacinas. 

"Até onde a gente sabe, e existe um grande percentual de incerteza, pois é tudo muito novo em relação à covid-19, mas, teoricamente, com base nas estratégias das vacinas que estão mais próximas de chegar à população, não haveria nenhum risco óbvio de se tomar duas vacinas diferentes", afirma Flávio Guimarães Fonseca, virologista da Universidade Federal de Minas (UFMG). 

Os planos anunciados até agora pelo Ministério da Saúde e pelo governo de São Paulo preveem idosos e profissionais de saúde como grupos prioritários para receber a vacina nas primeiras etapas da aplicação. Os planos falam também em priorizar indígenas e, no caso do plano paulista, quilombolas. As vacinas submetidas a estudos no Brasil ainda se encontram na fase 3 e dependem de aval da Anvisa para aplicação ampla na população. 

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