Ministério proíbe vacina contra raiva que matou animais

O uso da vacina contra raiva produzida pelo laboratório BioVet foi proibido pelo Ministério da Agricultura. O produto, usado na campanha de imunização de cães e gatos promovida pelo Ministério da Saúde, provocou reações adversas e mortes de animais.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

29 Novembro 2010 | 21h02

 

Diante da suspeita da segurança da vacina, a campanha havia sido suspensa temporariamente desde o dia 7 de outubro. Agora, com decisão do ministério, os lotes do produto definitivamente deixarão de ser usados e uma nova campanha deverá ser feita somente no próximo ano.

Um dos lotes da vacina será incinerado. Outros dois serão devolvidos para empresa. Ela ficará encarregada de repor os estoques do ministério com outros produtos. Até agora, a empresa já repassou 3 milhões de vacinas produzidas pela empresa Merial. O Ministério da Saúde ainda não sabe quando a campanha será retomada. A previsão inicial, no entanto, é de que isso ocorra somente depois de janeiro.

Documento oficial divulgado pelo Ministério da Agricultura informa que 637 animais que receberam a vacina produzida pelo laboratório BioVet apresentaram efeitos colaterais. Dos casos, 41,6% eram graves. Números apresentados pelas secretarias de Saúde, no entanto, são bem mais expressivos: 1.401 casos graves e 217 mortes.

De acordo com o Ministério da Agricultura, auditoria não constatou alteração na forma de produção ou do controle de qualidade da vacina que justificasse o aparecimento dos eventos adversos. Antes do uso, vacinas foram testadas nos laboratórios oficiais, mas nada irregular com suspeito foi constatado.

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