Ministério Público quer novo banco de olhos no Estado do Rio

O único que existia no Rio era um banco particular que foi fechado em 8 de junho por falta de recursos

Talita Figueiredo, especial para o Estado,

31 de julho de 2008 | 19h29

O Ministério Público Federal propôs ontem ação civil pública contra a União e o Estado do Rio de Janeiro para que seja instalado em 90 dias um banco de olhos num hospital público no Estado. O único que existia no Rio era um banco particular que funcionava Hospital (federal) Geral de Bonsucesso e foi fechado em 8 de junho por falta de recursos. Desde o fim da captação de tecidos oculares, a fila de transplantes de córneas ficou paralisada, prejudicando cidadãos que precisam recuperar a visão. Hoje, as cirurgias de transplante apenas acontecem em hospitais privados para quem adquire córneas no exterior. O MPF quer que a Justiça determine a cobrança de uma multa diária de até R$ 50 mil aos réus, se eles não instalarem o banco em três meses, e a implantação de outras unidades, se a nova for insuficiente para atender à demanda. O dois últimos transplantes feitos no Estado foram das córneas doadas pelo menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, assassinado por engano por policiais militares no início do mês. Receberam as córneas Lariza Ludgero da Silva Santos, de 8 anos, e Sueny Kelly Oliveira da Silva, de 13 anos.

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