Ministério quer evitar dupla vacinação contra febre amarela

Índice de revacinação em Goiás já chega a 30%; após os primeiros casos, houve uma corrida em busca da vacina

Lígia Formenti, do Estado de S. Paulo,

21 de janeiro de 2008 | 21h57

Diante da corrida aos postos de saúde e da ameaça de estoques vazios, o Ministério da Saúde vai recomendar aos Estados que redobrem os esforços para conter a revacinação contra a febre amarela. O governo deve enviar um ofício para as secretarias estaduais recomendando que sejam vacinadas prioritariamente pessoas que residam em locais de risco e que estejam com a carteira de vacinação em atraso. Nesta segunda, soldados do Exército buscaram focos e tentaram combater o mosquito no Distrito Federal.    Veja também Entenda a doença e veja as áreas em risco  Vai viajar no carnaval? Vacine-se até 3ª Superdosagem da vacina faz 31 vítimas   Com a decisão, o Ministério tentar difundir, por meio dos profissionais de saúde, os riscos de se expor antes do prazo ideal à vacina. "Não é nada novo, estamos seguindo de forma precisa o que determinam as normas técnicas", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.   A estratégia começou nesta segunda-feira, 21, em Goiás. Para tentar reduzir o índice de revacinação, que chega a 30%. O Estado vai passar a exigir a apresentação da carteira antes de vacinar menores de 10 anos. Para adultos, serão feitas uma série de perguntas e um alerta sobre os riscos de tomar a vacina sem indicação precisa.   "A nova política tem a anuência do Ministério da Saúde. Vamos trabalhar para evitar a vacinação desnecessária", afirmou o secretário de Saúde de Goiás, Cairo Alberto de Freitas. O assunto foi discutido durante uma reunião em Brasília, com integrantes da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde. A nova tática pretende ainda intensificar a vacinação nas áreas rurais.   Corrida   Diante da notificação de casos suspeitos de febre amarela, houve uma corrida da população em busca da vacina contra a doença. No Distrito Federal, quando os primeiros casos de macacos mortos começaram a ser divulgados e um esforço de vacinação foi iniciado, a estimativa era de que 250 mil estavam desprotegidas contra a doença.   Depois do registro dos casos, 1,3 milhão de pessoas procuraram os postos de saúde. A população de Goiás é de 5,8 milhões de pessoas, mas foram imunizadas 6,8 milhões. "É uma prova de que boa parte das pessoas tomou vacina mais de uma vez", afirmou o secretário de Saúde de Goiás.   Até mesmo em Porto Alegre, área que não é de risco, o número de pessoas que procuram a vacina aumentou de forma significativa este ano.   A procura em massa da população pela vacina levou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a fazer um pronunciamento em rádio e TV para garantir que não há risco da doença e que somente a população que vive ou vai viajar à áreas de risco deve procurar os postos de saúde.

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