AGLIBERTO LIMA/ESTADÃO
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Ministério da Saúde reduz acesso a hemoderivados no País

Estratégia, que, segundo governo tem como objetivo se adequar às reais necessidades, faz com que pacientes, com medo da falta do produto, passem a usar os fatores apenas em caso de emergência

LÍGIA FORMENTI, O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2015 | 03h00

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde reduziu a distribuição no País de medicamentos indispensáveis para o controle de hemofilia, os hemoderivados. A estratégia, que, de acordo com governo tem como principal objetivo se adequar às reais necessidades, faz com que pacientes, com medo da falta do produto, passem a usar os fatores apenas em caso de emergência. Representantes de Hemocentros, numa reunião realizada em junho, afirmaram em documento não haver estoques estratégicos. 

No Paraná, seis cirurgias foram desmarcadas, mas o Ministério atribui o fato a uma mudança repentina na quantidade de procedimentos, sem que houvesse informação prévia. 

Hemofilia é uma doença congênita e pacientes com o problema têm dificuldades na coagulação. Hemoderivados, que antes eram usados para estancar sangramentos, agora são indicados também para prevenir crises. Embora não seja incomum pacientes precisarem de tratamento de urgência, o coordenador da área de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara, afirmou não haver necessidade de estoque nas regiões. 

De acordo com ele, em casos de urgência, basta que o Ministério da Saúde encaminhe, de forma emergencial, o produto para o Hemocentro mais próximo do paciente. “O importante é que o Ministério tenha o seu próprio estoque regulador”, afirmou Baccara. 

A redução na distribuição foi determinada no fim do ano passado. Baccara afirmou que, no passado, pacientes de alguns Estados recebiam uma quantidade de hemoderivados que ultrapassava a necessidade mensal. Um erro de estratégia, em sua avaliação. Ele lembrou que o produto é caro e necessita ser armazenado de maneira adequada. “O que assistimos é um revezamento da escassez de remédios. Vários Estados já passaram pelo problema”, disse a presidente da Federação Brasileira de Hemofilia, Mariana Freire.

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