Ministro afirma que situação em relação a Ebola está sob controle

Ministro afirma que situação em relação a Ebola está sob controle

Em entrevista coletiva, Arthur Chioro destacou que todos os protocolos foram seguidos e no tempo correto

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2014 | 21h30

BRASÍLIA - Além das condições de saúde e das medidas de segurança em torno do paciente com suspeita de Ebola, o Ministério da Saúde acompanhou cuidadosamente o impacto das informações relacionadas ao episódio, na tentativa de evitar pânico.

Um levantamento foi feito no Disque-Saúde, serviço de atendimento prestado pela pasta para esclarecer dúvidas da população em geral. Uma das principais preocupações do ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi deixar claro que a situação estava controlada e o governo havia adotado todas as medidas necessárias - e em tempo correto. “Entrevistamos 40 pessoas. Levamos quatro horas para fazer algo que países com transmissão da doença fariam em dias”, disse o ministro.

Questionado sobre qual o real risco de o paciente estar com Ebola, Chioro afirmou não haver condições de se fazer uma classificação apenas com base nos sintomas. “O real risco será confirmado ou descartado pelos exames laboratoriais”, disse. “Não há como dizer se há risco real ou não. Existem três classificações: caso suspeito, confirmado ou descartado pelos exames”, completou. 

A classificação de paciente suspeito é: pessoa procedente, nos últimos 21 dias, de país com transmissão de Ebola, que tenha febre de início súbito, acompanhada ou não de hemorragia e manchas pelo corpo. Pelas contas do ministério, em mais um dia Bah não preencheria as condições necessárias. “Fomos cautelosos”, disse Chioro. Ele ponderou, no entanto, que toda essa operação trará benefícios. Uma mostra, disse, como o sistema está funcionando e um alerta para os profissionais.

Protocolo internacional. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que critérios para classificação de um caso suspeito de Ebola são internacionais. “Temos de seguir o manual de procedimento, de ser rigorosos e seguir a padronização e não deixar que sejamos guiados por critérios subjetivos de um profissional de saúde”, disse. Ele citou como exemplo o caso do paciente nos Estados Unidos que recorreu ao serviço de saúde com sintomas da doença e acabou liberado, por ter um quadro que funcionários julgaram não se encaixar em caso suspeito. “Dois dias depois, ele voltou. Morreu e causou pelo menos 20 contatos, que agora também têm de ser acompanhados”, completou.

Barbosa destacou que, assim como há critérios para classificação de um caso suspeito, há regras para que esse mesmo caso seja descartado. “Vamos segui-los. Mesmo se o primeiro exame der negativo, temos de fazer confirmação, para que não haja dúvida e a segurança seja mantida.”

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