Joédson Alves/ EFE
Joédson Alves/ EFE

Ministro critica 'passaporte da vacinação' no Rio

'Você começar a restringir a liberdade das pessoas, exigir um passaporte, carimbo, querer impor por lei uso de máscaras para estar multando as pessoas, indústria de multa, nós somos contra isso', afirmou Marcelo Queiroga

Fábio Grellet, O Estado de S. paulo

27 de agosto de 2021 | 18h51

RIO - Horas depois de o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciar que a partir de 1º de setembro as pessoas só poderão entrar em uma série de locais de uso coletivo se comprovarem ter sido vacinadas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a medida. “Você começar a restringir a liberdade das pessoas, exigir um passaporte, carimbo, querer impor por lei uso de máscaras para estar multando as pessoas, indústria de multa, nós somos contra isso”, afirmou. “O povo brasileiro é livre e nós queremos que as pessoas exerçam de acordo com sua consciência. Eu uso máscara porque entendo que é importante, você também, não é porque tem uma lei que se você não usar máscara alguém vai lhe multar", disse Queiroga, em visita ao Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda como ministro.

"Passaporte (de vacinação) não ajuda, não ajuda em nada. Tudo que é imposição, que é lei... o Brasil já tem um regulamento sanitário que é um dos mais avançados do mundo. E essas matérias são matérias administrativas. O certificado de vacinação está lá, qualquer um pode pegar”, completou o ministro.

Questionado sobre as pessoas que não usam máscaras, mesmo sendo obrigatórias, Queiroga afirmou que “o principal aliado para pôr fim à pandemia é a vacinação”.

Horas antes, o prefeito do Rio anunciou que, a partir de 1º de setembro, certos estabelecimentos comerciais e atrações turísticas deverão exigir a comprovação de vacinação contra a covid-19 para permitir o acesso de clientes.

Até esta sexta-feira, 27, 31.799 pessoas morreram de covid-19 no município do Rio de Janeiro, que registrou 443.315 casos da doença, segundo boletim da secretaria estadual de Saúde.

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