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Adriano Machado / Reuters
Adriano Machado / Reuters

Queiroga presta solidariedade às famílias e Fábio Faria critica quem lamenta 500 mil mortes

Enquanto ministro da Saúde usou rede social para prestar solidariedade, o titular das Comunicações criticou quem 'lamenta' os 500 mil mortos; até as 16h, o presidente Jair Bolsonaro ainda não havia se pronunciado

Amanda Pupo e Julia Affonso, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2021 | 15h29
Atualizado 21 de junho de 2021 | 13h45

BRASÍLIA - Com milhares de famílias em luto no Brasil, que atingiu hoje a marca de 500 mil mortes pela covid-19, o ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, foi às redes neste sábado, 19, não para prestar solidariedade aos familiares e vítimas, mas para criticar "políticos, artistas e jornalistas" que lamentam pelas vidas perdidas no País em razão da pandemia. Ao dizer que essas pessoas "torcem pelo vírus", o ministro fez uma espécie de cobrança pela divulgação de dados sobre doses de vacinas já aplicadas e do número de pessoas recuperadas. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por sua vez, lamentou, no Twitter, o total de vítimas da pandemia. 

"Em breve vcs verão políticos, artistas e jornalistas 'lamentando' o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do 'quanto pior, melhor'. Infelizmente, eles torcem pelo vírus", declarou o ministro das Comunicações, em sua conta no Twitter. 

Fábio Faria, acomodado no governo Bolsonaro após a recriação do Ministério das Comunicações no ano passado, é quem negocia diretamente com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a criação de um telejornal para a TV Brasil que irá exibir apenas "notícias boas". Como mostrou reportagem do Estadão nesta semana, a ideia será levar ao ar apenas fatos considerados "leves" sobre temas como saúde, comportamento e entretenimento. 

Até as 16h deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro não havia se manifestado sobre o número de mortos.

A marca foi alcançada 1 ano e 3 meses depois da primeira morte, registrada em março do ano passado. Apenas neste ano, o País registrou o maior número de mortes por covid entre todas as nações do mundo. Neste sábado, quando a gestão Bolsonaro completou 900 dias, um balanço de ações foi divulgado, destacando temas como vacinação e o auxílio emergencial. Até números do Bolsa Atleta, criado no governo Lula, entraram no levantamento.

Com vacinação lenta, baixa adesão às medidas de isolamento social e sem políticas nacionais de testagem em massa, o Brasil contabilizou neste sábado 500.022 mortes por vítimas do novo coronavírus. A condução do governo federal no enfrentamento à pandemia é alvo de apuração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.

Marcelo Queiroga é o 4º ministro da Saúde do País desde o começo da pandemia. Já passaram pela cadeira, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e o general Eduardo Pazuello.

Nesse sexta-feira, 18, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ex-titular da pasta, Eduardo Pazuello, e mais 12 pessoas foram formalmente colocados na condição de investigados pela CPI. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), já indicou que pretende pôr Bolsonaro nesta lista, mas ressalvou que a comissão ainda analisa se tem competência para investigar diretamente o presidente da República.


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