Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Ministro da Saúde testa positivo para covid-19

Informação foi confirmada ao Estadão por um assessor do ministro; Ministério da Saúde ainda não divulgou nota sobre o quadro clínico de Pazuello. Ele aguardava resultado de exames após suspeitar de sintomas

Felipe Frazão, Camila Turtelli e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2020 | 13h10

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi diagnosticado com covid-19. Ele afastou-se do trabalho e está em isolamento. A informação foi confirmada ao Estadão por um assessor do ministro. O Ministério da Saúde ainda não divulgou nota sobre o quadro clínico de Pazuello. Ele aguardava resultado de exames após suspeitar de sintomas. O ministro cancelou todos os compromissos. Segundo assessores, ele passa bem e está em casa.

O ministro já havia tido febre e passado mal no início da semana. Deixou inclusive de participar de cerimônias públicas. 

Mas fez nesta terça-feira uma reunião por videoconferência com governadores na qual divulgou a intenção de comprar de 46 milhões de doses da vacina desenvolvida no Instituto Butantã em parceria do laboratório chinês Sinovac. Nesta quarta-feira, porém, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o "compromisso" de Pazuello e chegou a falar em "traição".

Ele é o 12° ministro do governo Bolsonaro a contrair covid-19. Na segunda-feira, 19, o próprio presidente Bolsonaro comentou que o chefe da Saúde havia sentido uma indisposição. Na ocasião, o mandatário disse que o ministro havia comparecido ao hospital e que estaria bem. 

O secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, fez um breve pronunciamento nesta manhã e disse que "houve interpretação equivocada da fala do ministro da Saúde (Eduardo Pazuello)" sobre a compra de doses da Coronavac e ressaltou que a pasta não firmou "qualquer compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou com o seu governador no sentido de aquisições de vacinas contra a covid".

Apesar de ter negado acordo para compra do produto, ele afirmou que houve, sim, a celebração de um protocolo de intenções com o Butantã, que é o maior produtor de vacinas usadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde chegou a enviar nota à imprensa com o conteúdo do protocolo, que foi depois derrubado por Bolsonaro.

O presidente declarou, após o pronunciamento de Franco, que mandou "cancelar" o protocoloMas disse que está "perfeitamente afinado com o Ministério da Saúde trabalhando na busca de uma vacina confiável". 

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