Ministro descarta risco de vaca louca em humanos

O ministro da Saúde, Agenor Álvares, afirmou ontem no Rio que a população brasileira não corre risco de ser contaminada pelo mal da vaca louca, pelo uso no País de sangue e hemoderivados importados da Inglaterra. Ele assegurou que o controle de qualidade desse tipo de material no Brasil é extremamente rigoroso. A imprensa inglesa divulgou que um hemoderivado produzido na Inglaterra - suspeito de estar contaminado pelo agente causador da doença da vaca louca - foi exportado para vários países, entre eles o Brasil. O ministro da Saúde disse que há um acordo entre os governos pelo qual a Inglaterra deve informar imediatamente as autoridades daqui sobre qualquer problema desse tipo. A doença de Creutzfeldt-Jakob, versão humana do mal da vaca louca, pode levar à morte. Afeta o sistema nervoso central do doente e chega a causar mudanças na personalidade, segundo cientistas. A notícia veiculada pela mídia inglesa tem como pano de fundo uma investigação feita em 2004 pelo governo sobre possível contaminação de hemoderivados feitos com sangue de doadores que, mais tarde se descobriu, eram portadores da variante humana da doença da vaca louca. Segundo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de lá para cá não houve aumento do número de lotes suspeitos. O ministério disse também que não recebeu nenhum comunicado novo do governo britânico. Em 2004, uma investigação foi realizada pelo governo britânico e uma lista de países que receberam o produto suspeito de contaminação foi divulgada. O Brasil figurava na lista. Depois do comunicado, brasileiros fizeram uma análise nos arquivos dos lotes recebidos e constatou que, de fato, o País havia recebido produtos com risco de contaminação. Mas eles teriam sido usados somente para testes laboratoriais, segundo informou na época a Anvisa. Nenhum paciente teria usado os produtos. O País também teria começado a comprar os produtos quatro anos depois da fabricação do lote sob investigação.

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