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Mauro Pimentel / AFP
Mauro Pimentel / AFP

Ministro promete começar campanha nacional de vacinação contra covid-19 na quarta

Pazuello afirma que distribuição de doses da Coronavac será realizada a partir das 7h desta segunda; Doria começou imunização neste domingo

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2021 | 18h09

RIO - Já temos um dia D e uma hora H para o início oficial da vacinação nacional contra a covid-19. Quarta-feira, às 10h, começa o Plano Nacional de Imunização contra o novo coronavírus, conforme anunciou em entrevista coletiva neste domingo, 17, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Mas o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), já fez evento para começar a aplicação de doses em profissionais de saúde na tarde deste domingo e diz que vai dar continuidade à vacinação nesta segunda-feira, 18. 

A distribuição das doses disponíveis da Coronavac por todo o País acontece a partir das 7h desta segunda, com o apoio de aviões da FAB. A distribuição, segundo o ministro, será feita para “pontos focais” já previamente definidos em cada estado. Idosos que vivem em asilos, indígenas e profissionais de saúde da linha de frente são os primeiros a receber o imunizante.

“Está dado o primeiro passo para a o início da maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, afirmou. ”Poderíamos, num ato simbólico ou numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose hoje, mas, em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso.” Pazuello não detalhou quantas doses vão para cada estado, nem se o Amazonas receberia doses extras por conta da situação de Manaus.

Efetivamente, no entanto, o País dispõe de 6 milhões de doses da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantã, ligado ao governo paulista, e o laboratório chinês Sinovac. Este volume não cobre sequer as prioridades. Outros dois milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia estão com a compra acertada pelo ministério, mas ainda sem data para chegar ao Brasil. Além disso, o aval da Anvisa só vale para essas 8 milhões de doses, mas não para as demais a serem produzidas já no Brasil.

A Fiocruz, por sua vez, não recebeu ainda o princípio ativo necessário para a produção em larga escala em território nacional da vacina de Oxford. Questões burocráticas estão travando a importação da China, onde o produto é produzido. Ou seja, existe o risco de a campanha de vacinação começar, mas ter que ser interrompida por falta de insumos.

Pazuello disse que “é muito provável” que o ministério consiga “coordenar a entrega” das doses vindas da Índia ainda esta semana. E que o Butantã já teria praticamente 2 milhões de doses prontas para serem usadas em um curto espaço de tempo. “Numa conversa ainda em nível diplomático, ficou claro que a Índia ia começar sua vacinação no sábado e que seria interessante que essa saída das doses da Índia ocorresse após o início da vacinação, depois de um ou dois dias. E hoje é o primeiro dia após o início da vacinação.”

O ministro disse ainda que as medidas de prevenção da covid-19 não devem ser interrompidas “em hipótese alguma”, apesar do início da campanha. “Volto a dizer: não podemos em hipótese alguma relaxar as medidas preventivas”, afirmou. “Uso de máscara, álcool em gel na mão, distanciamento social, evitar aglomerações.”

 

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