Pablo Valadares/AE
Pablo Valadares/AE

Ministro se reúne com secretários dos 16 Estados em risco muito alto de dengue

Monitoramento dos casos será por sistema online, que deve ser lançado nas próximas semanas

estadão.com.br

19 Janeiro 2011 | 23h20

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se nesta quarta-feira, 19, em Brasília, com os secretários de Saúde dos 16 Estados em risco muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue em 2011.

O encontro teve o objetivo de reforçar as ações de controle da doença e preparar a rede de saúde para atender os pacientes nos Estados e municípios. "Temos que ter a plena convicção de que a dengue, além dos desafios locais, será o primeiro grande desafio comum a todos nós, nas três esferas de governo", destacou o ministro.

Acompanhado dos secretários de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, e de Gestão Estratégica e Participativa, Odorico Monteiro, o ministro Padilha destacou a importância de ações integradas entre diversas áreas para o enfrentamento da doença, incluindo setor público (saúde, limpeza urbana, saneamento, abastecimento de água, educação e meio ambiente), privado e organizações da sociedade civil.

Na reunião, foi anunciado que as formas graves da doença e os óbitos suspeitos por dengue terão de ser informados ao Ministério da Saúde dentro de 24 horas. Uma portaria regulamentando a notificação deverá ser publicada nos próximos dias. A dengue já é uma das 44 doenças de notificação compulsória em todo o País.

O monitoramento dos casos será feito por um sistema online, que está em fase de testes e deverá ser lançado nas próximas semanas. O sistema será alimentado pelos Estados e municípios e poderá ser acompanhado em tempo real pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) - ministérios e secretarias estaduais e municipais. Serão utilizados mapas virtuais para mostrar a distribuição geográfica, indicando o município onde ocorreu o caso grave ou a morte por dengue.

A partir da implantação do sistema, o ministério fará o monitoramento diário dos óbitos e semanal dos casos graves em 70 municípios considerados prioritários neste momento. "O acompanhamento minucioso nos permite identificar se houve problemas relacionados ao atendimento do paciente nas unidades de saúde", explica o secretário Barbosa.

Esses 70 municípios foram definidos pelo governo com a aplicação do critério de densidade populacional previsto na ferramenta Risco Dengue, que identificou os 16 Estados com risco muito alto de epidemia. O indicador de população foi utilizado nas 178 cidades com alto índice de infestação pelo mosquito transmissor, apontadas pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado em dezembro.

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