Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ministro vê baixa adesão e fala em prorrogar vacinação contra a gripe

Campanha começou no dia 10 de abril e até o último dia 21 tinha vacinado 63% do público-alvo

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2019 | 02h11

SOROCABA - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira, 27, que a campanha nacional de vacinação contra a gripe, prevista para terminar nesta sexta-feira, 31, deve ser prorrogada. Segundo ele, embora a maioria dos Estados tenha conseguido um bom índice de vacinação, muitos ainda estão abaixo da meta. “A gente deve prorrogar, deve continuar aberta (a vacinação). Não tem porque não prorrogar. A gente coloca uma meta na frente para ver se as pessoas e as secretarias se conscientizam”, disse.

A campanha começou no dia 10 de abril e, segundo balanço do Ministério, até o último dia 21, tinha vacinado 63% do público-alvo. A imunização é para grupos prioritários - crianças, grávidas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades - e integrantes de forças de segurança e de salvamento. A meta é vacinar 90% de cada grupo.

Segundo o ministro, a maioria dos Estados entrou na última semana da campanha com índice de vacinação acima de 75%. “Os Estados que fizeram o dever de casa já cumpriram a meta há muito tempo. O Amazonas cumpriu a meta em 15 dias, porque em 20 dias morreram 36 pessoas e a dor e o medo levaram muita gente a se vacinar.” 

Entre os Estados com índices baixos, ele citou Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. “Lamentável que um Estado grande, com muita dificuldade de leitos de CTI (terapia intensiva), como o Rio de Janeiro, uma cidade que tem o maior número de casos de tuberculose do país, e não faz vacinação da gripe. Daqui a 60 dias, provavelmente muitas pessoas com tuberculose, com  pneumonia podem pegar gripe. Aí vão procurar atendimento e vai ser um colapso.”

Mandetta lembrou que São Paulo teve casos de sarampo, o que torna ainda mais necessária a vacinação contra a gripe, por causa do risco de complicações. “São Paulo precisa melhorar seus índices de vacinação, teve casos de sarampo, vai ter que fazer vacinação suplementar. A vacina é uma sentinela, quem não quiser ter consequências graves de perder pessoas pelas complicações, tem de vacinar. Estamos com rumores de casos de paralisia flácida que pode ser pólio na Venezuela. Não podemos esquecer dessas possibilidades que já trouxeram muitos sofrimentos.”

Samu

O ministro da Saúde esteve em Sorocaba, nesta segunda-feira, 27, para entregar 419 ambulâncias para prefeituras de todo o Estado. A cerimônia ocorreu em uma empresa da cidade, com as presenças do prefeito José Crespo (DEM) e do secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira. “Com essas, já entregamos quase 700, que correspondem à renovação de um número expressivo da nossa frota, mas vamos renovar 100% até o fim do ano”, prometeu. Em seu discurso, o ministro destacou a prioridade do governo à atenção básica na saúde e a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as 23 cidades da região metropolitana de Sorocaba, apenas Tatuí recebeu ambulância.

 

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