Mitos podem prejudicar o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama

Desinformação das pacientes em relação à doença contribui para piorar a situação no País

estadão.com.br

16 Julho 2010 | 12h54

SÃO PAULO - O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo, sendo no Brasil a segunda causa de morte por tumores em mulheres. Porém, outro fator ajuda a piorar um pouco mais esse quadro: o da desinformação das pacientes em relação à doença.

Um levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou as principais dúvidas e questionamentos das mulheres atendidas em relação ao câncer de mama. Os resultados foram alguns mitos que fogem muito da realidade e não colaboram para o diagnóstico e tratamento da doença.

Dúvidas como "Eliminar o leite da dieta ajuda a curar uma neoplasia maligna de mama?", "O uso de desodorantes pode provocar câncer?" e "O consumo elevado de vitamina D pode aumentar o risco da doença?" são exemplos de questionamentos comuns entre as mulheres.

De acordo com o mastologista do Icesp José Roberto Filassi, ainda se sabe pouco sobre os comportamentos que ajudam a ampliar ou reduzir as chances de desenvolver a doença, mas é possível reforçar ou desmistificar alguns desses questionamentos.

"Existe uma série de informações que circulam sobre o tema que não estão fundamentadas em estudos científicos e, portanto, não correspondem à realidade. Conversar com um médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto", recomenda Filassi.

Veja abaixo o que é verdade e o que é mito quando o assunto é câncer de mama:

Mitos:

- Cessar o consumo de leite de origem animal cura a doença;

- O uso de desodorantes pode aumentar o risco de câncer de mama;

- Quem não tem histórico familiar não desenvolverá a doença;

- Próteses de silicone podem causar neoplasia maligna das mamas.

Verdades:

- A falta de vitamina D pode aumentar as chances de surgimento do câncer;

- Emoções negativas, como estresse, mágoas e raiva, estão associadas ao câncer de mama;

- Histórico familiar é um importante fator de risco. Se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã), a atenção deve ser redobrada;

- Câncer de mama está associado à idade: quanto maior a idade, maior a chance de incidência;

- Ter a primeira menstruação precocemente ou a menopausa tardia (após os 50 anos) aumenta o risco de desenvolvimento da doença;

- Gestações tardias (após os 30 anos) e a nuliparidade (não ter tido filhos) também ampliam os riscos;

- A ingestão regular de álcool, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo podem elevar a chance de desenvolvimento do câncer de mama.

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