Fernando Bizerra Jr / EFE
Fernando Bizerra Jr / EFE

Modelo dos EUA projeta média de 90 mil mortes no Brasil até agosto

Em 28 de junho, o País precisará de 11.178 leitos de UTI, mas terá apenas 4.060 à disposição,  segundo o estudo

Beatriz Bulla / Correspondente, Washington, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2020 | 14h34

WASHINGTON - O Brasil pode ter média de 90 mil mortes em decorrência do novo coronavírus até agosto, segundo o modelo estatístico elaborado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), um centro de pesquisa dentro da faculdade de medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. O modelo tem embasado as políticas de saúde da Casa Branca e foi com base nos dados do IHME que o presidente americano, Donald Trump, anunciou que o país poderia ter entre 100 mil e 200 mil mortos na primeira onda de contágio pelo coronavírus. Os EUA já registraram 82 mil mortes por covid-19

As previsões do IHME são atualizadas conforme novos dados, como número de internações ou políticas de isolamento, são conhecidos. A previsão inicial do IHME é que o Brasil tenha média de 88.305 mil mortes até 4 de agosto. O número mínimo de mortes no País até agosto é projetado em 30,3 mil e o máximo, 193,7 mil.

A projeção sobre Brasil e outros países da América Latina foi a primeira divulgada pelo grupo fora dos EUA e Europa.

O modelo aponta que Brasil deve registrar mais de 1 mil mortes por dia entre 17 de junho e 9 de julho.

O IHME aponta que o Brasil está desde o dia 3 de maio com demanda de UTIs maior do que o número de leitos disponíveis nas unidades de tratamento intensivo. Em 28 de junho, o País precisará de 11.178 leitos de UTI, mas terá apenas 4.060 à disposição,  segundo o estudo.

No mesmo período, México e Equador devem ter cerca de 6 mil mortos e o Peru, 5 mil.

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