Eduardo Munoz/Reuters
Eduardo Munoz/Reuters

Moderna afirma que proteção de sua vacina contra a covid-19 continua forte após seis meses

A eficácia foi de mais de 90% contra todos os casos de Covid-19 e mais de 95% contra casos graves. A fabricante vai atualizar os investidores sobre o progresso do imunizante em um evento nesta quarta-feira, 14

Michael Erman, Reuters

14 de abril de 2021 | 00h05

A empresa Moderna afirmou nesta terça-feira, 13, que sua vacina contra a covid-19 mostrou forte proteção contra a doença, mesmo seis meses após a segunda dose. A eficácia foi de mais de 90% contra todos os casos de Covid-19 e mais de 95% contra casos graves.

A fabricante da vacina vai atualizar os investidores sobre o progresso do imunizante em um evento nesta quarta-feira, 14, com os resultados do acompanhamento de seis meses de estudo que mostraram a eficácia constante da vacina, junto de suas atualizações anteriores.

A empresa também começou a testar novas versões da vacina que têm como alvo a nova variante do coronavírus, conhecida como B.1.351, identificada pela primeira vez na África do Sul.

A companhia ainda afirmou que está testando duas versões da vacina, incluindo uma multivalente que combina a vacina recém-projetada com a anterior, aumentando os anticorpos neutralizantes contra a nova variante, fornecendo o nível mais amplo de imunidade em camundongos. Em março, a empresa começou a testar três abordagens para aperfeiçoar a vacina, a fim de que a mesma proteja contra as novas variantes.

A vacina da Moderna está autorizada ou aprovada para uso em mais de 40 países. Ela usa a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para as células humanas fazerem proteínas que imitam parte do coronavírus. As instruções estimulam o sistema imunológico a agir, transformando o corpo em uma fábrica de vacinas que elimina o vírus. Nenhum vírus real da covid-19 está contido nas vacinas.

A empresa sediada em Cambridge, Massachusetts, disse que na segunda-feira entregou globalmente cerca de 132 milhões de doses, incluindo 117 milhões de doses para os Estados Unidos. Até o final de julho, a empresa pretende fornecer ao EUA mais de 300 milhões de doses da vacina.

A fabricante disse também que sua cadeia de suprimentos fora dos Estados Unidos foi estabelecida cerca de um quarto atrás da cadeia de suprimentos dos EUA e continua crescendo. O preço médio de venda das doses da vacina nos EUA, no primeiro trimestre, foi de cerca de US$ 15,40 por dose, excluindo o pagamento de um bilhão de dólares ao Biomedical Advanced Research and Development Authority (Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado Biomédico), que faz parte do departamento de saúde e serviços humanos dos EUA. Internacionalmente, os preços das doses variam entre US$22 e US$ 37. /Tradução Jefferson Perleberg

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