Joel Saget/AFP
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Moderna afirma que vacina protege contra novas variantes, mas testa injeção de reforço

Mutações do vírus da covid-19 são objeto de estudo das empresas farmacêuticas

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 12h33

SÃO PAULO - A Moderna afirmou em comunicado nesta segunda, 25, que sua vacina contra a covid-19 manteve a eficácia ao ser usada contra as variantes identificadas primeiro no Reino Unido e na África do Sul. Por um "excesso de zelo", a empresa diz que lançou um programa clínico para impulsionar a imunidade contra as novas cepas do vírus.

O estudo da própria Moderna, feito em colaboração com o sistema de saúde britânico e a ser enviado para publicação em revista acadêmica, não mostrou impacto significativo no combate às novas cepas, em relação a variantes anteriores da covid-19. De qualquer modo, a companhia anunciou uma estratégia para buscar de modo proativo lidar com a questão, com testes sobre uma dose adicional contra novas cepas que emergem.

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A empresa explicou que usou amostras de sangue de oito pessoas que receberam duas doses da vacina e dois macacos que também haviam sido imunizados. E a variante encontrada na África do Sul teve uma redução de seis vezes no nível dos anticorpos neutralizantes produzidos após a vacinação - na variante britânica não houve impacto. Ou seja, a vacina parece ser menos protetora contra a variante sul-africana.

Apesar disso, a Moderna lembra que não é motvo para preocupação, pois os anticorpos formados pela vacina "permanecem acima dos níveis que devem proteger a pessoa". Segundo Tal Zaks, diretor médico da Moderna, talvez seja necessário oferecer uma dose de reforço da vacina após um ano da imunização original para garantir a eficácia contra a variante da África do Sul.

Essas variantes são mutações do vírus e uma delas já foi encontrada no Brasil, no Estado do Amazonas. "Ainda não temos dados sobre a variante brasileira", comentou Zaks. Estudos preliminares apontam que essas formas podem ter um grau maior de resistência à imunidade, então tanto a Moderna quando a Pfizer-BioNTech, duas das vacinas com maior eficácia no mercado, estão trabalhando para lidar com essas mutações. / COM NEW YORK TIMES

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