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Molécula pode ajudar a curar doenças neurodegenerativas

A Wnt3, secretada por neurônios motores, ajuda a fortalecer as conexões neuromusculares

Efe

02 de dezembro de 2008 | 21h34

Cientistas de vários países descobriram que a molécula Wnt3, secretada por neurônios motores, ajuda a fortalecer as conexões neuromusculares, possibilitando, assim, a cura de algumas doenças degenerativas do sistema nervoso, disse hoje Juan Pablo Henríquez, da Universidad de Concepción. Segundo o especialista, um estudo do qual ele participou constatou que a molécula Wnt3 auxilia outra estrutura, chamada agrina, cuja função é coordenar as conexões entre neurônios e músculos, a permitir o movimento coordenado do esqueleto. As falhas nas conexões neuromusculares causam doenças neurodegenerativas como esclerose lateral amiotrófica (ELA), a mesma que acomete o cientista britânico Stephen Hawking, e paralisias ocasionadas por traumatismos na medula espinhal. Os pesquisadores que fizeram a descoberta concluíram que doenças desse tipo podem ser curadas se, no corpo de seus portadores, for implantada ou fortalecida a molécula Wnt3, que reabilitaria as conexões neuromusculares que permitem o movimento. "Atualmente, estamos pesquisando como o músculo e os neurônios processam a informação que lhe fornece a molécula Wnt3", explicou o Henríquez. O analista chileno destacou que um ponto essencial no estudo é conhecer como o organismo arma as conexões do sistema nervoso, fase que se dá durante o desenvolvimento fetal e que é considerada determinante, já que para alcançar a cura é preciso restabelecer as conexões neuromusculares dos doentes. "Na medida que formos aprendendo como a natureza armou as conexões do sistema nervoso, melhor capacitados estaremos para repará-las quando falharem", acrescentou Henríquez.

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