Mongaguá multará quem tiver foco de mosquito da dengue

Proprietário será orientado para num prazo de dez dias a regularizar a situação e depois será multado

Zuleide de Barros, de O Estado de S. Paulo,

03 Fevereiro 2009 | 20h32

A prefeitura de Mongaguá, litoral sul de São Paulo, vai multar os munícipes, comerciantes, donos de imóveis e locatários do município que insistirem em tiver criadouros do mosquito da dengue, o Aedes aegypti, em seus imóveis. Lei nesse sentido foi sancionada no último dia 20 de janeiro pelo prefeito Paulo Wiazowski Filho (DEM).   Veja também: Oito cidades de MG correm risco de epidemia de dengue Espírito Santo registra morte por suspeita de dengue Rio teve 259.392 casos de dengue em 2008 Confirmados 17 casos de dengue na fronteira Paraguai-Brasil Rio tem 42 casos de dengue na primeira quinzena de janeiro Casos de dengue diminuem 89,5% em 2008 em Santos  Após 6 meses, São Paulo volta a registrar casos de dengue Vibração das asas do Aedes pode ajudar no controle da dengue Especial: O avanço da dengue    As multas podem chegar a R$ 720,00, caso o infrator não regularize a situação. Quando os focos do Aedes aegypti forem detectados, o proprietário será orientado para num prazo de dez dias a regularizar a situação. Caso isso não ocorra, a multa aplicada será proporcional ao número de focos. Se houver dois focos do mosquito, por exemplo, a infração será considerada leve, com a aplicação de uma multa de R$ 180,00. Já no caso de três a quatro, a infração é considerada média, com uma punição de R$ 360,00.   No caso da residência ou comércio apresentarem cinco ou seis focos do mosquito, será cobrada multa equivalente à uma infração grave, de R$ 540,00. Se o responsável pelo imóvel não cumprir as determinações dos fiscais e mantiver mais de sete focos, ele será obrigado a desembolsar um montante de R$ 720,00. No caso de reincidência, as multas poderão ser cobradas em dobro.   De acordo com o diretor do Departamento de Zoonoses do município, Luiz Antonio de Toledo Leite Júnior, 36 agentes atuam no trabalho de conscientização dos moradores, sendo 27 funcionários do governo do Estado e nove do município. Todos trabalham uniformizados e com crachás de identificação, realizando ações de casa em casa.

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