Morador de San Francisco diz ter se curado do vírus do HIV

Transplante de células-tronco em tratamento contra leucemia mielóide seria a causa da cura

Efe

17 Maio 2011 | 18h05

Los Angeles - Um morador de San Francisco (Califórnia), que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus HIV, afirmou em entrevista ter se curado totalmente meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente "mostrava evidências" de sua recuperação.

"Estou curado do vírus do HIV", disse na segunda-feira Timothy Ray Brown, de 45 anos, em declarações à emissora local CBS 5 reproduzidas nesta terça-feira pela imprensa.

"Nossos resultados sugerem que o paciente se curou do vírus do HIV", disseram os autores do estudo publicado na edição de dezembro de 2010 da revista científica Blood, que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em fevereiro de 2009.

Brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mielóide e, por isso, necessitou passar por um transplante de células-tronco de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o HIV.

Os médicos do Hospital Médico Universitário da Caridade, em Berlim (Alemanha), selecionaram as células-tronco do tipo CD4, que não possuem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.

Antes do transplante, Brown foi submetido à quimioterapia e à radioterapia.

Brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células-tronco do mesmo doador. O paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.

Em 2009, The New England Journal of Medicine informou que, após 20 meses sem tomar os antirretrovirais, não havia sinais de HIV em seu organismo.

Os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e "arriscado", que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a aids.

Mais conteúdo sobre:
HIV

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.