AP/Al Behrman
AP/Al Behrman

Morre aos 96 anos Henry Heimlich, criador da técnica de socorro para sufocamento

Henry Heimlich morreu devido a um ataque cardíaco; médico desenvolveu a técnica após ler a respeito do alto índice de mortes em restaurantes

O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2016 | 19h31

O médico Henry Heimlich, que deu nome à famosa técnica de socorro que permite desobstruir as vias aéreas para salvar vítimas de sufocamento, morreu neste sábado, 17, aos 96 anos, devido a um ataque cardíaco que sofreu no início desta semana na casa de repouso onde morava, na cidade de Cincinatti, Ohio. 

A manobra que leva seu nome consiste em colocar-se atrás de uma pessoa sufocada para, com as mãos entrelaçadas, pressionar o estômago na região entre o diafragma e os pulmões. A pressão aplicada provoca a expulsão de ar dos pulmões e a consequente empurrada do corpo estranho para fora da garganta. 

Heimlich, que era médico cirurgião-toráxico, desenvolveu a técnica em 1974 ao ler sobre as altas taxas de morte em restaurantes que eram erroneamente diagnosticadas como ataque cardíaco quando, na realidade, ocorriam devido à asfixia por pedaços de comida. 

A técnica se popularizou por não exigir aparelhos, treinamento complexo ou grande porte físico do aplicador. Heimlich inclusive chegou a aparecer no programa de David Letterman, famoso apresentador norte-americano, para promovê-la. Até então, a alternativa mais comum era apenas dar tapas nas costas da pessoa sufocada.

Segundo o médico, a manobra de sua autoria salvou pelo menos 100 mil pessoas. Entre elas, algumas personalidades, como o ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, a cantora Cher e a atriz Elizabeth Taylor. 

A comunidade médica, no entanto, levou cerca de 10 anos para adotar a Manobra de Heimlich, em parte pela ausência de grandes estudos científicos com humanos. 

Em maio deste ano, Heimlich usou a manobra para salvar a vida de uma mulher de 87 anos que se asfixiou com um pedaço de carne, na casa de repouso onde os dois moravam. Na ocasião, ele relatou que foi a primeira vez na vida em que aplicou a técnica em uma situação de emergência.  

* Com informações de agências internacionais

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